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quarta-feira, 22 de março de 2017 22:02

Diretor do DNOCS-Ba e bancada baiana tem reunião emergencial com ministro da Integração para tratar de ações contra a seca

Segundo os dados da Defesa Civil estadual, 209 municípios baianos estão em situação de emergência reconhecida, e a perspectiva é de que esse número aumente para 240 até o fim do mês.

Foto: ASCOM DNOCS

A pior seca dos últimos 100 anos, que perdura por cinco anos, e que já atinge cerca de 4 milhões de baianos, levou o diretor Heraldo Rocha, do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) na Bahia, a reunir a bancada de deputados federais do Estado e promover uma reunião emergencial com o Ministro da Integração Nacional Helder Barbalho e o Secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil Newton Ramlow, em Brasília, tratando de ações do ministério para minimizar os efeitos da estiagem.

“Viemos buscar ajuda do governo federal para atuarmos em benefício dos baianos a conviverem com esse período. São milhões de baianos que sofrem com a seca. Perderam as plantações, estão perdendo as criações e em muitos casos já não tem nem água ou alimentos. A situação é gravíssima e temos que buscar alternativas para ajudar os sertanejos a passar por este momento. Saímos confiantes de que nossa reivindicações serão atendidas num curto espaço de tempo, com ações emergenciais para minimizar o sofrimento dos baianos”, enfatizou o diretor do DNOCS, Heraldo Rocha.

Seguindo Rocha, as previsões não são nada animadoras para os baianos que vivem nos municípios do semiárido baiano. “Nossa expectativa é que a situação melhore um pouco, porque já temos registro de chuvas em algumas partes do interior, mas ainda não são suficientes para reverter o quadro de estiagem. Muito pelo contrário, deram só um alívio momentâneo, mas a expectativa é de que a seca continue por todo o ano. Já temos, segundo os dados da Defesa Civil estadual, 209 municípios em situação de emergência reconhecida, e a perspectiva é de que esse número aumente para 240 até o fim do mês. Há fome e sede em diversas regiões do Estado e não podemos assistir essa situação sem nos mobilizarmos”, defendeu o diretor.

Ainda de acordo com Heraldo Rocha O DNOCS “apesar de estar passando dificuldades devido a sua tentativa de desmonte pelos governos passados, tem feito sua parte. Apesar dos poucos recursos e de estar sucateado, o órgão tem perfurado poços artesianos com apoio de prefeituras e associações, cedendo máquinas perfuratrizes; instalado sistemas simplificados de abastecimento de água, limpado e desassoreado aguadas, barragens e açudes e, principalmente, liberado estoque de água para dessedentação humana e animal. Temos feito parcerias com a Embasa e liberando o estoque hídrico para beneficiar emergencialmente diversos municípios, enquanto a situação não se normaliza. Mas precisamos fazer mais e, principalmente trabalhar preventivamente para que não cheguemos a situações calamitosas como a de agora, por falta de ações no período certo”, defendeu Rocha.

Na reunião com o ministro Helder Barbalho, Rocha tratou de questões como a necessidade de revitalização do DNOCS para desenvolvimento de políticas públicas de convivência com a seca; a recuperação da estação de piscicultura e do perímetro irrigado de Livramento de Nossa Senhora e a implantação da barragem do Rio Pardo. Além disso, Heraldo Rocha defendeu maior independência do DNOCS-Bahia com a desvinculação principalmente orçamentária da Superintendência situada em Recife (PE).

“Foi um encontro bastante proveitoso, em que reunimos deputados federais, prefeitos de municípios baianos e apresentamos um diagnóstico da situação e medidas urgentes para atravessarmos este que, sem dúvida, é um dos momentos mais difíceis pelo qual atravessa nosso Estado”, concluiu.

Por: Aloisio Araujo Junior



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