esporte

quinta-feira, 02 de março de 2017 14:42

Flamengo e Fluminense vão tentar mudar decisão judicial que determina torcida única

A final da Taça Guanabara será no Engenhão, domingo (5), às 16h

O Engenhão será palco do clássico Fla-Flu na decisão da Taça Guanabara

A decisão da Taça Guanabara será no Engenhão. Esta é única certeza que a Federação de Futebol do Rio (Ferj), Flamengo e Fluminense têm. Sem laudos e com a vistoria da polícia marcada só para esta quinta-feira (2), o Maracanã é carta fora do baralho. Os clubes tentam nesta quinta (2), mais uma vez, mudar a decisão judicial que determina torcida única em clássicos cariocas, para a que o Fla-Flu, no domingo (5), às 16h, tenha torcedores dos dois times. Se a decisão não mudar, apenas o sorteado Fluminense poderá vender ingressos para o jogo.

O mando de campo e o local da partida foram decididos na quarta-feira (1) em reunião na sede da Ferj, com a presença dos presidentes dos dois clubes e do presidente do Botafogo, administrador do Engenhão. O mandatário alvinegro, Carlos Eduardo Pereira, disse aceitar que a partida aconteça no Engenhão apenas se a liminar for mantida — ou seja, apenas com torcedores tricolores. E disse que, apesar de ser contrário à torcida única, vai buscar formas de cobrar a viabilização do Maracanã, porque não quer que a torcida rubro-negra frequente o Engenhão.

“O Botafogo mantém a sua posição até que seja demonstrada a inviabilidade do Maracanã. Para nós, não está provado que o estádio esteja apto para quarta-feira e não para domingo. Estranho o San Lorenzo vir jogar no Maracanã, sem os laudos. Mesmo com a federação decidindo marcar o jogo para o Nilton Santos, vamos continuar defendendo que a final seja no Maracanã. A expectativa é que a PM faça a vistoria nesta quinta (2) no Maracanã para que a decisão mude”, afirmou.

O presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, explicou que os dias a mais entre as partidas — da final da Taça GB e da Libertadores — fazem muita diferença para deixar o estádio em condições. “A diferença são três dias. A vistoria é na sexta-feira (3) e o jogo, na quarta (8). Se a polícia apontar algo para corrigirmos, teremos um prazo maior para isso. No domingo (5), não dá tempo”, disse.

Além disso, o Estatuto do Torcedor determina que os ingressos, com o local do jogo, comecem a ser vendidos com 72h de antecedência. O prazo termina nesta quinta-feira (2), no final da tarde, quando a vistoria do Maracanã não estará feita. Além disso, o regulamento de competições da federação diz que clássicos estaduais precisam ser no Maracanã, no Engenhão ou no Mané Garrincha, em Brasília.

LIMINAR OBRIGA ENGENHÃO

O Botafogo teria que recorrer ainda da decisão do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) do Rio, que concedeu liminar, obrigando que a Ferj não tente jogar no Maracanã “devido ao seu notório estado de degradação” e, com isso, determina que a partida seja no Engenhão. A decisão prevê multa de R$ 300 mil. Para derrubar a medida, o Botafogo teria que acionar o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). E, ainda, descumprir o regulamento da Ferj.

“A medida se fez necessária para garantir o cumprimento do regulamento da Federação. Nele consta que as partidas finais devem ser no Engenhão, no Maracanã e no Mané Garrincha. Com o tempo que se tem, é inviável a partida em Brasília. O Maracanã não é seguro, não tem laudo”, explicou Marcelo Jucá, presidente do TJD.

O Botafogo não se opõe a abrir o Engenhão, caso a partida seja com torcida única. Porque o Fluminense seria o beneficiado. E isso é o que está definido até agora. Nesta quinta (2), mais uma vez, os clubes vão tentar derrubar, de forma definitiva, a liminar que obriga que clássicos regionais tenham torcida única no Rio.

De novo, será na base da conversa. Flamengo e Fluminense vão usar a semifinal, realizada em Volta Redonda, como exemplo de que é possível jogo com duas torcidas na cidade. Na semifinal, houve confusão apenas longe do Estádio Raulino de Oliveira.

“A semifinal, entre Vasco e Flamengo, foi tranquila. Sem incidentes. As brigas são marcadas para longe dos estádios. Isso é caso de polícia. Não pode penalizar o torcedor pacífico. Estamos fazendo campanhas de paz nos estádios e tentando conscientizar o torcedor”, disse Pedro Abad, presidente do Fluminense.

Globo Esporte



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