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quinta-feira, 30 de março de 2017 20:16

Joseildo Ramos: “Esse debate da Previdência que está sendo discutido está só na casca. O problema está no caroço”

Joseildo disse ainda, que está na hora das pessoas colocarem nas cidades outdoor mostrando a cara de que está votando contra os interesses dos trabalhadores

Audiência – Previdência, Mitos e Verdades | Foto: Raimundo Mascarenhas

A Reforma da Previdência, em pauta no Congresso Nacional, continua sendo tema de discussão no parlamento baiano. Na manhã desta quinta-feira (30), a Assembleia Legislativa da Bahia foi palco de uma audiência pública que reuniu diversas entidades para debater os possíveis efeitos do projeto na sociedade, caso seja aprovado, e questionar as justificativas dadas pelo Governo Temer para a aprovação da medida. O encontro reuniu especialistas no assunto e que de forma unânime negaram que a previdência esteja em situação complicada como o presidente Michel Temer tem propagado.

Sandra Miranda disse que não existe esse terror todo que o governo fala sobre a previdência | Foto: Raimundo Mascarenhas

A presidente da Associação Paulista dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (APAFISP), Sandra Miranda demonstrou um conhecimento profundo sobre a previdência, ao falar para o público presente e depois em entrevista ao Calila Noticias, disse que o governo está usando artifícios para mudar a verdade, “tanto é, que já foi retirada suas propagandas e cabe a cada cidadão mostrar a verdade e exigir que essa reforma seja arquivada, por não ter nenhuma legalidade, pois, quando se fala em reforma é aperfeiçoamento, mas do jeito que eles querem, destrói a previdência social e desrespeita o trabalhador”, afirmou.

Joseildo disse que está na hora da população expor a cara daqueles que são contra os trabalhadores | foto: Raimundo Mascarenhas

O deputado estadual Joseildo Ramos (PT), propositor da audiência e presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da ALBA, afirmou que “Esse debate da previdência que está sendo discutido está só na cascam o problema está no caroço, até chegar lá, é preciso muito aprofundamento e a sociedade brasileira não é chamada para participar desse diálogo, porque eles querem diminuir o estado brasileiro, aprofundar a privatização do estado brasileiro, suas estruturas todas estão a serviço do capital e essa reforma não nos diz respeito. É a precarização completa dos nossos sonhos”, lamentou.

Joseildo disse ainda, que está na hora das pessoas colocarem nas cidades outdoor mostrando a cara de que está votando contra os interesses dos trabalhadores, ” de tudo, a Bahia que tem uma tradição de luta muito grande, é uma vergonha o relator da reforma da previdência [Artur Maia -PPS-BA] ser um dos devedores da própria providência, ele podia ser impedido de cumprir esse papel, um cidadão desse não nos representa”, finalizou o deputado.

Paulo Kliass afirmou que o Brasil não para por conta da previdência | Foto: Raimundo Mascarenhas

Doutor em Economia pela Universidade Paris 10, na França, o especialista Paulo Kliass acredita que a justificativa apresentada pelo Governo sobre a falência do sistema da Previdência “é muito discutível”. Segundo ele, os dados utilizados para alegar a necessidade da Reforma são de 2015-2016, quando a economia encontrava-se em recessão, com o aumento do desemprego e a diminuição das receitas. “Se há menos trabalhadores, e o desemprego gira em torno de 12%, as receitas caem. Mas isso é uma circunstância específica desse período. Quando a economia voltar a crescer, vai ter uma recuperação do número de empregos, da receita e o regime vai se equilibrar. Isso não é permanente”, afirmou.

Ato como esse motiva as pessoas a continuarem lutando contra a PEC 287 afirmou Paulo | Foto: Raimundo Mascarenhas

Ao Calila Noticias Paulo disse que o Brasil não depende da previdência para continuar funcionando. A resposta foi em função da matéria veiculada na quarta-feira (29) quando Michel Temer  afirma que ‘se não tiver reforma da previdência, em sete anos o Brasil para’.

Segundo Paulo Kliass, o que está contribuindo para o Brasil correr o risco de parar é a politica de governo no que ele chama de austericidio, “durante muitos anos se combinou uma taxa de juros muito elevada, com cortes drásticos no orçamento das áreas sociais e na área de investimentos que fez com que 2015, 2016 e agora no inicio de 2017, agente passe pela maior recessão da história do Brasil,com desemprego de doze por cento, e todos efeitos sociais e econômicos disso.

Paulo disse que o povo brasileiro está agindo de forma correta quando se mobiliza, participa de debates e protestam contra essa proposta do Governo, para que deputados e senadores analisem e votem contra a PEC 287.

Redação CN | ASCOM Joseildo



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