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sexta-feira, 17 de março de 2017 16:16

Manifestação em Coité: ‘1,2,3… 4,5,mil, ou para essa PEC, ou para o Brasil!’ (Veja o vídeo)

Em Conceição do Coité as categorias continuarão a greve e protestos até dia 24, próxima sexta-feira, realizando reuniões e panfletagem

Manifestação teve inicio por volta das 10h na Praça da Babilônia e terminou com o hino nacional na Praça da Matriz | Foto: Raimundo Mascarenhas

Com o bordão ‘1,2,3… 4,5,mil… ou para essa PEC, ou para o Brasil!’ centenas de pessoas realizaram uma passeata na manhã desta sexta-feira, 17, em Conceição do Coité contra a Reforma da Previdência. A concentração aconteceu em frente ao Centro Cultural onde reuniu professores da rede estadual, municipal, particular, assim como alunos das referidas modalidades; Sindicato dos Servidores Públicos e dos Trabalhadores Rurais, igrejas, órgãos não governamentais (ONG’s) e demais entidades que portando faixas e cartazes e usando apito conseguiram chamar a atenção de todos, para se engajarem na luta contra a Reforma da Previdência, com denominação de PEC 287.

Passagem pela Rua Marechal Deodoro da Fonseca | Foto: Raimundo Mascarenhas

A comissão organizadora da manifestação contou com o apoio também do comércio que abaixou as portas em pleno dia de feira livre durante a passagem pela Rua Marechal Deodoro da Fonseca, João Benevides, Amâncio Mota, Wercelêncio Calixto da Mota.

O professor Normando ao fazer uso do microfone, chamou a atenção para que os manifestantes, além de Temer, protestar contra os deputados que votarão a favor da PEC 287, “Temer sozinho não concretiza a reforma, vamos protestar e ficar de olho nos parlamentares que estão em comum acordo com o projeto do presidente, que vai prejudicar todas as classes trabalhadoras”, afirmou.

Grve começou quarta feira dia 15 e prossegue até a próxima sexta, dia 24 | Foto: Raimundo Mascarenhas

Pessoas roubadas em plena passeata

Triste retrato da realidade foi registrado durante a manifestação. Enquanto os manifestantes pediam para que não tivessem seus direitos roubados, havia uma pessoa infiltrada furtando carteira e celulares deles, numa demonstração real do pais da roubalheira explicita e a falta de punição aos criminosos. O CN não teve acesso a nenhuma vítima, mas um dos lideres do movimento, ao usar o microfone disse que pessoas tiveram carteiras e celulares furtados.

Algumas pessoa tiveram carteiras e celulares furtados em plena manifestação e quando pediam para não terem seus direitos roubados.

Manifestação terminou por volta das 11h com o hino nacional em frente a igreja matriz

Veja as imagens da manifestação

PEC 287 é uma das reformas de maior exclusão social no país, diz Dieese

O Calila Noticias extraiu um texto do Site Rede Brasil Atual, que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, sobre a Previdência, é, talvez, “uma das reformas de maior exclusão social no Brasil”, na avaliação do diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, que participou na tarde de quarta-feira (15/03) de um debate promovido em rede social pelo jornal Brasil de Fato. Para ele, o dia nacional de paralisações, ajuda a fazer o contraponto à propaganda do governo e ajuda a população a entender o que representa “o ataque a seus direitos”.

“O projeto é extremamente severo, retarda o acesso à aposentadoria, exclui milhões. Retarda, exclui e arrocha”, resume Clemente. “As pessoas começam a entender a gravidade desse projeto.” Já a reforma trabalhista, acrescenta, tem impacto ainda maior: “Afeta a organização econômica de toda a sociedade brasileira”.

Para o diretor técnico do Dieese, com a proposta da Previdência, o governo diz, em síntese, que a população tem de receber menos. “Os rentistas, não. Para eles eu garanto.”

“A sociedade não escolheu essa reforma”, disse Clemente, apontando falta de debate público sobre o tema. “Temos de mostrar a nossa indignação. Queremos discutir a receita da Previdência.”

Membro da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Paulo Rodrigues destacou, no movimento, a “unidade de todo o campo popular”, a “qualificação” das mobilizações com greves em várias categorias e o apoio da população. “Acredito que temos de sair com um calendário de mobilizações a partir de hoje (quarta). O golpe aconteceu por causa dessas duas reformas”, avaliou.

A secretária de Assuntos da Situação da Mulher do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Ana Cláudia Borguin, também se disse surpresa com a reação favorável da população, que em geral critica movimentos que atingem o transporte coletivo. “A gente teve muitas demonstrações de apoio”, afirma, esperando que o dia de hoje seja “o começo de uma virada no movimento sindical”.

Em Conceição do Coité as categorias continuarão a greve e protestos até dia 24, próxima sexta-feira.



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