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quinta-feira, 16 de março de 2017 09:49

Quijingue II : no dia do aniversário de 55 anos, moradora comemora o dobro: 110

A idosa conhecida por Maria Cachoeira tinha exatos 55 anos quando Quijingue foi emancipado.

Parte dos bolos ganhou a bandeira da cidade | Foto: Raimundo Mascarenhas

O Município de Quijingue no território do sisal completou na quarta-feira (15), 55 anos de emancipação politica e administrativa com uma vasta programação que teve inicio no fim da madrugada com alvorada e terminou com o corte de 44 bolos por volta das 20h que foram degustados por centenas de pessoas que acompanharam os discursos do vice-prefeito Romerinho, deputado estadual Alex da Piatã e do prefeito Nininho Góis. (Veja matéria)

O bolo trouxe a imagem de Nossa Senhora Aparecida e o semblante de uma sertaneja que gosta da vida! Foto: Raimundo Mascarenhas

Mas a cerca de 300 metros do palanque montado para as comemorações de 55 anos de Quijingue, a equipe do Calila Noticias descobriu que um grupo de pessoas, inclusive do Terço dos Homens, comemorava o aniversário da moradora mais antiga da cidade e talvez da região, uma das mais velhas da Bahia e do Brasil a Dona Maria Reis de Souza, cuja identidade marca que a mesma nasceu em 15 de março de 1907 na Fazenda Cachoeira, Município de Monte Santo, mas ainda criança foi morar em Quijingue. A idosa conhecida por Maria Cachoeira tinha exatos 55 anos quando Quijingue foi emancipado.

Dona Maria Cachoeira sabe contar muita coisa menos a dor do parto. Ao seu lado direito, pela ordem:  Aparecida Cavalcante (sobrinha),  João Francisco e Manoel Cavalcanti (sobrinhos criados por ela) Maria do Carmo filha da também sobrinha criada por Dona Maria, Joanita de Jesus (falecida). Mariane de Jesus filha de Do Carmo  | Foto: Raimundo Mascarenhas

Um fato curioso que o CN levantou através da família, é que Dona Cachoeira é solteira e não teve nenhum filho, porém criou dois sobrinhos (João e Manoel) e uma sobrinha Joanita que morreu e deixou a filha Maria do Carmo que hoje cuida da idosa.Ou seja, houve um ciclo importante de cuidados e faz prevalecer a velha máxima “é dando que se recebe”. Maria Cachoeira criou a mãe de Maria do Carmo, ela até morrer cuidou a aposentada, partiu para eternidade e deixou a filha com a mesma missão.

Maria do Carmo disse ao Calila que Dona Maria está lúcida,”como qualquer pessoa idosa, perdeu parcialmente a audição,é preciso que fale com tom mais alto para ela ouvir, mas tem dia que ela conta historia de quando era jovem e as pessoas entendem”, afirmou Do Carmo.

Terço dos Homens fez procissão para chegar na casa de Dona Maria | Foto: Raimundo Mascarenhas

O Calila perguntou se ela comenta porque não se casou, e os familiares disseram que ela era tipo ‘vaidosa’, paquerava um rapaz aqui quando achava outro ‘mais bonito’ paquerava, e sempre acreditava que o “príncipe encantado” estava para aparecer e por fim, permanece até hoje solteira.

Quanto a saúde dela, segundo o filho e a neta de criação, é boa, e que de um ano para cá passou a controlar a pressão arterial com medicamento. Outro fator que a debilitou foi depois de contrair a chikungunya, mas de um modo geral é uma pessoa saudável.

Mas foi revelado outro segredo, que Dona Cachoeira é de família com mais de 10 irmãos e alguns deles morreram com 96, 102 e 107 anos.



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