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quinta-feira, 02 de março de 2017 16:55

Retirolândia – Moradores de bairro convivem com perigo constante com a rede elétrica e de abastecimento de água; saiba porque

Sem obedecer um plano diretor, prefeitura não fez a pavimentação de algumas ruas na metragem original e os moradores aproveitaram o espaço do terreno para ampliarem seus imóveis que ficaram sob a rede elétrica e sobre a rede de água.

O calçamento não chegou até o poste, alguns moradores aproveitou o espaço e para isso avançou, deixando a rede elétrica dentro ou sobre as propriedades.

Quem visita o bairro ACM, localizado ás margens direita da BA 120, de quem chega de Conceição do Coité, na cidade de Retirolândia, no território do sisal, pode nem perceber no primeiro momento, mas se observar com detalhe, verá que a maioria das residências ou casas comerciais, estão com os postes de energia elétrica da Coelba dentro das áreas construídas. De acordo com os moradores, não é visível por estar enterrado, mas a rede de abastecimento de água da Embasa também está dentro de parte dos imóveis.

Também na Avenida Arquimedes Moreira imoveis comerciais com a rede elétrica em cima | Foto: Raimundo Mascarenhas

Segundo informações dos moradores, as duas últimas gestões do município ao realizarem obras de pavimentação, não obedeceram a largura das áreas anteriormente originais, e pavimentaram às ruas mais estreitas, deixando um grande espaço na frente das casas, e os moradores aproveitaram para ampliar seus imóveis. Resultado: as construções passaram do alinhamento das redes de energia e de água, e hoje a população vive um certo transtorno e também de perigo, pois corre risco do rompimento da rede elétrica podendo cair sobre o telhado e a tubulação da água também poderá se romper.

Ex-presidente da Associação de moradores disse que comunicou a Coelba que prometeu solucionar o problema. Poste ficou dentro da sua loja depois que ampliou | Foto: Raimundo Mascarenhas

O proprietário da loja de material de Construção, José Alves de Oliveira, conhecido por Zé de Paulo, morador no bairro há 25 anos e três vezes presidente da Associação de Moradores, falou ao CN que informou a situação a COELBA antes de iniciar a construção, protocolou um pedido de providencia, juntamente com outros moradores e técnicos da empresa foram ao local, disseram que estavam fazendo um projeto para resolver o problema, mas até o momento não retornaram com uma solução.

Está rua teria que ser pavimentada mais larga, o calçamento iria até o poste que acabou ficando fora do alinhamento por conta da rua e da ampliação do imóvel | Foto: Raimundo Mascarenhas

Segundo os moradores, na gestão do prefeito Adevaldo Martins foi pavimentada parte da Avenida Arquimedes Moreira, nas proximidades da Escola Antonio Carlos Magalhães, foi feito o calçamento de forma correta, ou seja, acompanhando o alinhamento dos postes e as casas foram construídas na mesma direção.Na gestão seguinte, entre 2010 e 2011 na administração de José Albérico Silva Moreira, (Bequinho) o calçamento da avenida foi concluído, porém, houve o estreitamento da rua em relação ao projeto inicial e na área deixada para o passeio ou calçada para pedestres, foi ocupado por grande parte dos moradores que aproveitaram para fazer murada, garagem ou salas.

Esta rua visto do alto deve ter formato de picolé. O palito seria a parte pavimentada mais estreita | Foto: Raimundo Mascarenhas

As ruas deveriam ser pavimentadas com 10 metros de largura e os passeios de 1,5 metro, mas o CN não teve acesso ao Plano Diretor do município para saber qual a metragem que estabelece e o que havia sido planejado para o Bairro. Os ex-prefeitos André Martins e Bequinho não foram encontrados pelo CN na terça-feira, 28, quando a equipe esteve na cidade, mas o espaço está aberto para justificativa sobre os estreitamento das ruas, em relação às primeiras obras realizadas.

Moradores vão reabrir a discussão no sentido de resolver os problemas | Foto: Raimundo Mascarenhas

Ainda de acordo com os moradores, na gestão iniciada em janeiro de 2013, o prefeito André Martins, deu sequencia ao “erro de Bequinho” ao pavimentar ruas mais estreitas que o padrão. O calçamento da Avenida Antonio Manoel Barbosa teve os seus primeiros 15 metros calçados na gestão de Adevaldo, seu pai. André mandou pavimentar e o restante, só que estreitou cerca dois metros de cada lado numa extensão de 150 metros da Avenida.

Se o problema com a rede elétrica parece ser difícil de resolver, com a ‘puxada’ dos imóveis para frente, a coisa tende a piorar para alguns moradores, pois em caso de vazamento, a Embasa terá que quebrar até o piso de algumas casas para realizar o conserto.Um morador que pediu para não ser identificado disse que estava colocado o piso da casa quando furou um cano.

Carlinhos (na cabeceira da mesa) está se organizando juntamente com Zé de Paulo (camisa listrada), para se reunir com a Coelba e a Embasa a fim de buscar uma solução para o problema | Foto: Raimundo Mascarenhas

O presidente da Associação Comunitária do Conjunto Habitacional ACM, Manoel Rodrigues, conhecido na comunidade como Carlos Rodrigues ou Carlinhos, um dos primeiros moradores, há 35 anos morando no ACM, falou ao CN que as pessoas percebiam o estreitamento das ruas, mas não queriam se indispor com os prefeitos e quando eram questionados, os prefeitos diziam “é assim mesmo, é melhor deixar para não atrapalhar as obras”, afirmou.

Diante da dimensão do problema, tanto na questão com a COELBA e a EMBASA, Carlos Rodrigues quer uma solução e deverá se reunir na próxima semana com seus representantes em Salvador.

Redação CN



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