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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017 08:57

Santaluz I – Paróquia de Santa Luzia inicia a caminhada para comemorar os 70 anos da igreja de pedra

"Estamos vivendo um tempo especial do jubileu dos 70 anos da construção da igreja matriz de pedras ”, disse padre Alexandre.

Foto: arquivo: reprodução Teones Araújo

Aproveitando o momento em que a igreja católica no Brasil celebra até o dia 25 de novembro de 2018, o Ano do “Laicato”, ou seja, a proposta de realizar uma série de atividades durante todo ano dedicado aos leigos e, segundo o pároco da Paróquia de Santa Luzia, padre Alexandre Aquino, leigos e leigas estão sendo convidados a refletirem sua vocação,  espiritualidade e sua missão, pois “a igreja sabe a importância dos leigos, já que na sua maioria é formada por leigos e leigas, homens e mulheres batizados. Até mesmo os padres e as religiosas antes de serem ordenados e consagradas, foram leigos também e falando de Paróquia Santa Luzia, estamos vivendo um tempo especial do jubileu dos 70 anos da construção da igreja matriz de pedras ”, disse padre Alexandre.

Igreja construída a base de paralelipípedos, uma das principais fontes de renda do município | Foto: Teones Araújo

A construção da primeira igreja teve início em 1908, como uma simples capela, ainda na época em que a cidade era uma fazenda e em 15 de fevereiro de 1944 foi criada a Paróquia de Santa Luzia, tendo como primeiro padre Oldegar de Dias Freitas e foram feitas três reformas, mas só em 1948 iniciou-se a colocação de pedras de calcário em toda a sua área externa.

Padre Alexandre (centro da foto) deseja aumentar a quantidade de romeiros na cidade nos próximos anos | Foto: Teones Araújo

Padre Alexandre lembrou que foram feitas várias atividades para que fosse construída a nova igreja, entre elas uma romaria de pedras saindo do Morro dos Lopes, onde os romeiros levavam as pedras na cabeça. A paróquia quer reviver esse momento renovando sua vocação quanto missão e quando sacramento da presença de Jesus em Santaluz”.

Ouça a entrevista do padre Alexandre que conversou com repórter Valdemi de Assis.

Fortalecer a Romaria 

Todo ano cerca de dez mil pessoas acompanham a procissão | Foto: Teones Araújo

Ao finalizar a festa de Santa Luzia, no inicio da noite de quarta-feira, dia 13, padre Alexandre agradeceu a presença de romeiros na cidade, pessoas que receberam romeiros em suas casas, foi disponibilizado também uma casa de apoio ás pessoas que foram pagar promessas e o objetivo segundo o padre é fortalecer a romaria em Santaluz.

Foto: Teones Araújo

Na celebração os padres e uma grande quantidade de pessoas usaram chapéu de palha, uma marca das cidades onde tradicionalmente acontecem esses atos religiosos. O termo “romaria” surgiu para denominar o caminhada dos devotos cristãos para Roma, daí o termo “romaria”.

Antes da celebração da missa e encerramento foi formada uma procissão com 70 mulheres, cujos nomes eram Luzia ou Lúcia. Quem contou o significado da presença destas mulheres na procissão e falou sobre o memorial que lembra a história dos 70 anos de igreja de pedra, foi o vigário da paróquia, padre Antonio Elias numa entrevista concedida ao repórter Valdemi de Assis, no Calila News (ouça clicando abaixo da foto)

Padre Elias

Devota de Santa Luzia acende velas ao lado da igreja

Tradicionalmente as pessoas já pagam promessas a Santa Luzia acendendo na lateral da igreja e participam da procissão descalças. Também chamada Lúcia, é a protetora dos olhos, a janela de nossa alma e conta a história que ela nasceu em 280 na cidade de Siracusa, na Itália e seu nome vem do Latim e deriva de ‘luz’. A arte perpetua seu gesto de fidelidade e amor a Jesus Cristo até os dias de hoje e é citada pelo escritor Dante Alighieri, na sua obra ‘A Divina Comédia’ que lhe atribuiu à Luzia a graça iluminadora e sua fé era tamanha que ela levou sua mãe doente ao túmulo de Santa Águeda, acreditando que, ao tocar o túmulo, ela ficaria curada, o que realmente aconteceu.

A procissão de Santaluzia que é considerada uma das maiores entre as festas de padroeiras comemoradas nas paróquias pertencentes à diocese de Serrinha, percorreu as principais ruas da cidade e teve o roteiro modificado essa ano, começando pela Praça Ferroviária, seguindo pela Rua Duque de Caxias e finalizando na Avenida que tem o nome da Santa.

Ana Oliveira, 60 anos de idade, residente em Algodões, município de Quijingue, participa da procissão há dez anos, após receber um milagre e falou ao CN que este ano foi menos doloroso. Ela estava ao lado de um de suas filhas, Maria Luzia Oliveira, 32 anos.

Redação CN



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