brasil

terça-feira, 30 de janeiro de 2018 12:01

Sete suspeitos de participação na maior chacina do Ceará são presos armados em velório

Os policiais chegaram aos suspeitos após denúncias anônimas

Sete suspeitos de participação na chacina com 14 mortes na casa de shows “Forró do Gago”, a maior do Ceará, foram detidos armados na tarde de segunda-feira (29) em um cemitério em Pacatuba, na Grande Fortaleza. Segundo uma fonte da Secretaria de Segurança do Ceará ouvida pelo G1, o grupo se preparava para matar pessoas que estavam no cemitério. Ainda conforme a secretaria, os presos são membros da “Guardiões do Estado” (GDE), facção criminosa que comandou o ataque.

Após a prisão do grupo, dois homens foram levados à delegacia, mas liberados ainda na noite de segunda-feira por ter sido constatado que eles não tiveram envolvimento com a chacina. Até o momento, seis pessoas já foram presas- cinco nesta segunda e um outro homem no sábado (27).

Os policiais chegaram aos suspeitos após denúncias anônimas. Eles foram identificados como Francisco Cleidson de Araújo, Vitor Max de Freitas, Elias Gadelha, Ronaldo Oliveira e Oliveira Castro. O G1 tentou contato com a defesa dos suspeitos.

Eles foram transferidos para a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, em Fortaleza, unidade da Polícia Civil onde se investigam homicídios.

A polícia não divulgou se a pessoa velada era uma das 14 vítimas da chacina no clube Forró do Gago, ocorrida no sábado (27).

Investigação e prisões

Com as prisões, chega a oito o número de detidos por suspeita de participação na chacina. Uma pessoa foi presa momentos após o crime.

O massacre na casa de shows Forró do Gago, no Bairro Cajazeiras, periferia de Fortaleza. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SPPDS), 14 pessoas foram assassinadas, na maior chacina do estado. Segundo testemunhas, o crime foi motivado por conflito entre facções criminosas que atuam no estado.

Conforme testemunhas relataram a policiais, vários homens armados em três veículos dispararam em que viam pela frente. Entre as vítimas estavam um trabalhador que vendia cachorro-quente em frente ao local e um motorista de Uber que deixava passageiro na festa.

Após a chacina, o Governo Federal afirmou que enviaria uma força-tarefa para auxiliar no combate às facções criminosas que atuam no Ceará. O Governo do Ceará anunciou uma série de medidas para enfrentar o crime organizado, como a criação de um órgão integrado para apurar informações sobre as facções.

O Ceará vem batendo recordes de homicídios. No ano passado 5.134 assassinatos foram registrados no estado, 50% a mais do no ano anterior.

Correio



COMENTÁRIOS

Os comentários são de total responsabilidade de seus autores, desta forma não representa a opinião do Calila Noticias. Contamos com o bom senso e educação dos nossos internautas. O Calila Noticia, poderá remover sem aviso prévio qualquer comentário que seja considerado ofensivo e contenha palavras de baixo calão.