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terça-feira, 03 de julho de 2018 15:29

Sátiro Dias: Sem banco na cidade comercio sofre com fraco movimento

A situação de Sátiro Dias não é diferente dos demais municípios que os bancos não foram reabertos após explosão criminosa e os moradores precisam se deslocar para cidades vizinhas onde fazem suas compras.

banco do Brasil de Sátiro Dias. No destaque foto da última explosão | reprodução BN

Com proposta de reestruturação da empresa para cortar despesas e melhorar a produtividade, e aprovada pelo Conselho de Administração da instituição, a agencia do Banco do Brasil de Sátiro Dias, município localizado no território Litoral Norte e Agreste Baiano, foi fechada no dia 22 de novembro do ano passado juntamente com outras 12 agências na Bahia. Desde então as contas bancárias foram transferidas para Inhambupe juntamente com os clientes de Aporá, Crisópolis e Olindina, que também tiveram suas agencias fechadas.

Uma das alegações para a decisão da Diretoria Geral do Banco do Brasil foi o número explosões que ocorreram continuamente e no caso de Sátiro Dias foram 04 vezes nos últimos anos.

Prefeito Marivaldo disse que vai continuar lutando pelo Banco do Brasil o outra instituição | Foto: Raimundo Mascarenhas

O prefeito Marivaldo Alves (DEM), falou ao CN que não faltou esforços para a continuidade da agência, mas, “infelizmente não logramos êxito nesta questão, no entanto estaremos lutando para conseguir a abertura de outra instituição bancária na sede de nossa Sátiro Dias e, quem sabe, continuar a luta para que o a presidência do Banco do Brasil possa reabrir, pois o prejuízo que o município vem tendo é muito grande”.

Segundo o prefeito, a situação já era difícil após o banco recuperar a sede da agencia depois da última explosão no inicio de novembro de 2014 e nos anos de 2015 e 2016 funcionou sem dinheiro em espécie, tanto nos caixas eletrônicos quanto nos atendimentos diretos nos caixas convencionais.

Sátiro Dias fica a cerca de 50 Km de Serrinha e mesma distância de Inhambupe | Foto: Raimundo Mascarenhas

Marivaldo Alves lembrou que o comércio tem sido afetado quase que por completo, pois as pessoas têm se deslocado para receberem seus salários, em especial, os funcionários públicos e aposentados em outros municípios e lá fazem suas compras, deixando de circular o dinheiro na cidade. “Só a folha de pagamento da Prefeitura libera R$ 1 milhão e 200 mil e esse dinheiro não fica na cidade”, lamentou.

O gestor lembra que na cidade não tem outra agencia bancária, só postos credenciados, mas não atendem as demandas.

Alves disse ainda que ao assumir a gestão municipal já encontrou esse problema, mas é sua responsabilidade buscar uma solução e garantiu que vem mantendo contato com outras instituições bancárias e pretende voltar ao a direção do Banco do Brasil e abrir um novo canal de dialogo, apesar da decisão do Conselho de Administração da instituição, mas mostrar a falta da presença do BB e vê, quem sabe, funcionar com o dinheiro local e sem a necessidade dos abastecimentos pelos carros forte, “é um idéia talvez, mas vamos continuar nossa luta para sensibilizar, porém sem descartar conversar com outras instituições financeiras”, concluiu.

Redação CN



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