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quarta-feira, 29 de agosto de 2018 16:26

Nutricionista alerta sobre os perigos das dietas restritivas

A nutricionista alerta que, além disso, a carência de carboidratos provoca efeitos adversos que podem impactar em problemas de saúde futuros.

Foto: Divulgação

Nos últimos anos, cada vez mais pessoas têm buscado dietas alternativas que proporcionem um emagrecimento saudável. Uma opção que se tornou uma tendência bastante popular nos países da Europa e da América do Norte é a dieta ‘paleo’ – ou dietas paleolíticas – cujo pilar está no consumo livre de proteínas e gorduras animais e restrição de carboidratos. No entanto, de acordo com o estudo recém-divulgado e publicado na revista médica “The Lancet”, a dieta paleolítica, que propõe a volta da alimentação de nossos ancestrais, pode reduzir a expectativa de vida.

A pesquisa mostrou que pessoas de meia-idade que obtêm quase metade de suas calorias diárias dos carboidratos vivem vários anos a mais em média do que aquelas que seguem dietas com muita carne e pouco carboidrato. Atualmente, as dietas com restrição ou com baixo teor de carboidratos são foco de discussão entre nutricionistas e outros profissionais da área da saúde. De acordo com Daniela Santana, Nutricionista Clínica do Hapvida, a perda de peso é um dos pontos positivos e um dos fatores determinantes para atrair de forma indiscriminada novos adeptos. Porém, nessas dietas, a oferta de carboidratos é substituída por alta oferta de proteínas e gorduras.

“Uma das maiores complicações relacionadas às dietas com restrição ou baixo teor de carboidratos são alterações de parâmetros lipídicos, como: aumento de colesterol total plasmático, aumento do LDL, além de prejudicar a capacidade de o indivíduo praticar atividade física (por reduzir os estoques de glicogênio muscular e aumentar a fadiga durante o treino), como consequência há, posteriormente, um aumento de peso desordenado”, explica.

A nutricionista alerta que, além disso, a carência de carboidratos provoca efeitos adversos que podem impactar em problemas de saúde futuros. Exemplo disso é o aparecimento de cefaleia (dor de cabeça), diarreia, estados de fraqueza intensa, câimbras musculares, episódios de hipoglicemia, hipotensão, dentre outras complicações que podem promover a morbidade e até a mortalidade em longo prazo.

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Uma alimentação balanceada, que inclua todos os nutrientes necessários, é a melhor maneira para ter um corpo saudável e com o peso desejável. “Ao invés de ocorrerem restrições severas, deve-se existir um equilíbrio na alimentação e o profissional nutricionista deve reunir todos os seus conhecimentos e anos de estudos para realizar um diagnóstico adequado aplicando uma estratégia nutricional individualizada, mesmo que seja uma simples alteração na rotina do paciente, onde seu conhecimento lhe permite perceber que haverá uma resposta metabólica favorável. Não se deve esquecer que o organismo busca o equilíbrio e que a individualidade metabólica e genética precisam ser respeitadas”, destaca Daniela Santana.

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