domingo, 02 de setembro de 2018 23:09

Cidade do Território do Sisal tem sua história consumida pelo fogo que atingiu o Museu Nacional do Rio de Janeiro

O meteorito do Bendegó foi encontrado em 1784 pelo menino Domingos da Motta Botelho, que pastoreava o gado em uma fazenda próxima à atual cidade de Monte Santo, no sertão da Bahia.

Prédio tem cerca de 20 milhões de peças, entre elas o meteorito do Bendegó, encontrado em 1784 em uma fazenda próxima à atual cidade de Monte Santo, no sertão da Bahia.

Ainda não é possível saber o tamanho do prejuízo material e histórico causado após o incêndio que atingiu o Museu Nacional do Rio de Janeiro na noite deste domingo, 02. Mas algo certamente deixa a população de Monte Santo, Município do Território do Sisal na Bahia abalada e entristecida, pois, entre as 20 milhões de peças guardas no museu, está o Meteorito do Bendegó encontrado naquele município e desde 1888 está em exposição no Museu Nacional.

O meteorito do Bendegó, também conhecido como Pedra do Bendegó ou simplesmente Bendengó, pesa 5 260 quilos, é o maior siderito já achado em solo brasileiro.

Em Monte Santo é encontrado esse monumento para simbolizar o local onde foi encontrado o meteorito

O meteorito do Bendegó foi encontrado em 1784 pelo menino Domingos da Motta Botelho, que pastoreava o gado em uma fazenda próxima à atual cidade de Monte Santo, no sertão da Bahia. É o maior meteorito já encontrado em solo brasileiro. No momento do seu achado, tratava-se do segundo maior meteorito do mundo. Atualmente ocupa o 16.º lugar, em tamanho.A julgar pela camada de 435 centímetros de oxidação sobre a qual ele repousava, e a parte perdida de sua porção inferior, calcula-se que estava no local há milhares de anos.

A respeito do ano da descoberta há uma certa discrepância, sendo que a maioria das fontes, incluindo historiadores baianos como José Aras e José Calasans, citam o ano de 1784. Porém em alguns consideram o ano de 1774.

Foto: Divulgação

A notícia do achado correu o mundo, chegando aos ouvidos do governador D. Rodrigues Menezes, que em 1785  ordenou o seu transporte até Salvador, pelo capitão-mor da vila de Itapicuru, Bernardo Carvalho da Cunha. Devido ao peso de mais de cinco toneladas, mesmo com doze juntas de bois não foi possível transportá-lo, e a pedra acabou despencando ladeira abaixo e caindo no leito seco do riacho Bendegó, a 180 metros do local original. Ali ficou por mais de 100 anos.

Em 1810 a pedra foi visitada pelo cientista A. F. Mornay, que constatou realmente tratar-se de um meteorito. Com muita dificuldade conseguiu retirar alguns fragmentos, que foram enviados à Real Sociedade de Londres, junto com uma descrição de observações pessoais, para serem investigadas pelo cientista William Wollaston, que em 1816 publica um artigo sobre a pedra no periódico científico Philosophical Transactions.

Em 1820, os naturalistas alemães Spix e Martius foram conhecer o meteorito, encontrado ainda sobre os restos da carreta com a qual tinha despencado ladeira abaixo em 1785. Depois de atearem fogo à pedra por mais de 24 horas, conseguiram retirar alguns fragmentos que foram levados à Europa, o maior deles sendo doado ao Museu de Munique.

CN * Fonte: Wikipédia

 



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