politica

quarta-feira, 31 de outubro de 2018 10:14

Ciro afirma ter sido ‘miseravelmente traído’ por Lula e acusa PT de eleger Bolsonaro

"Esses fanáticos do PT não sabem, mas o Lula, em momento de vacilação, me chamou para cumprir esse papelão que o Haddad cumpriu. E não aceitei”, disse. 

Foto: Reprodução / Facebook

O ex-candidato à Presidência da República, Ciro Gomes (PDT), disse ter sido “miseravelmente traído” pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e fez duras críticas ao partido em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.
O pedetista ainda acusou a sigla de eleger Jair Bolsonaro (PSL) e criticou a articulação do PT para impedir o apoio do PSB à sua candidatura.

“Fomos miseravelmente traídos. Aí, é traição, traição mesmo. Palavra dada e não cumprida, clandestinidade, acertos espúrios, grana. Pelo ex-presidente Lula e seus asseclas. Você imagina conseguir do PSB neutralidade trocando o governo de Pernambuco e de Minas? Em nome de que foi feito isso? […] Projeto de poder miúdo. De poder e de ladroeira. O PT elegeu Bolsonaro”, atacou.

Ciro também considerou um insulto o convite de Lula para assumir o papel de seu vice no lugar de Fernando Haddad (PT).

“[Não aceitei o convite] Porque isso é uma fraude. Para essa fraude, fui convidado a praticá-la. Esses fanáticos do PT não sabem, mas o Lula, em momento de vacilação, me chamou para cumprir esse papelão que o Haddad cumpriu. E não aceitei”, disse.

O pedetista ainda reiterou que não quer mais fazer campanha para o PT e disse que Lula se corrompeu por estar cercado “de “bajulador” como Leonardo Boff, Gleisi Hoffman e Frei Betto. Ele ainda negou ter “lavado as mãos” quando decidiu sair do país após o primeiro turno e não declarar apoio explícito a Haddad.

“Não foi neutralidade. Quem declara o que eu declarei não está neutro. Agora, o que estava dizendo, por uma razão prática, não iria com eles se fossem vitoriosos, já estaria na oposição. Mas estava flagrante que já estava perdida a eleição”, disse. Na entrevista, também viajado para a Europa por “impotência”.

Ele também negou que vá sair da vida política, como disse que faria caso Bolsonaro fosse eleito, mas não confirmou se será candidato à Presidência em 2022.

“Depois de tudo o que acabou acontecendo, a minha responsabilidade é muito grande. Não sei se serei mais candidato, mas não posso me afastar agora da luta. O país ficou órfão”, declarou.

Bahia Notícias



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