brasil

quinta-feira, 04 de outubro de 2018 18:17

Filho de Bolsonaro defende destruição de placa pró-Marielle por correligionários

Para Flávio, os candidatos a deputado federal Daniel Silveira e Rodrigo Amorim, candidato a deputado estadual pelo PSL, "nada mais fizeram do que restaurar a ordem"

Segundo o filho de Bolsonaro a placa com o nome da rua Marielle Franco foi colocada no lugar do Marechal Floriano sem nenhum critério

Filho de Jair Bolsonaro (PSL) e candidato ao Senado, Flávio Bolsonaro (PSL) defendeu nesta quinta-feira (4) os colegas de partido que destruíram uma placa que homenageava a vereadora do PSOL, Marielle Franco, assassinada a tiros há pouco mais de seis meses.

Para Flávio, os candidatos a deputado federal Daniel Silveira e Rodrigo Amorim, candidato a deputado estadual pelo PSL, “nada mais fizeram do que restaurar a ordem”. Os dois destruíram a homenagem que tinha sido colocada pelo partido da vereadora para “rebatizar” com o nome dela a Praça Floriano, também conhecida como Cinelândia. Além disso, divulgaram imagens da destruição no Facebook. Flávio Bolsonaro classificou ainda a ação de “posicionamento ideológico”.

“Eles restauraram a ordem na placa que era de homenagem ao Marechal Floriano. O PSOL acha que está acima da lei e pode mudar nome de rua na marra. Eles só tiraram a placa que estava lá ilegalmente. Se o PSOL quer homenagear a Marielle, apresente projeto de lei, proposta na prefeitura, para botar a placa, mas não pode cometer um ato ilegal como esse”, disse o parlamentar. Ele se posiciona como de direita – o PSOL se apresenta como esquerda.

De acordo com o jornal Estado de S.Paulo, questionado sobre se rasgar a placa era desrespeito a memória da vereadora, o filho de Bolsonaro disse que a troca “foi um desrespeito com a Praça Floriano”. No local, fica a Câmara Municipal, onde Marielle exercia seu mandato.

CASO
O presidenciável Jair Bolsonaro nunca se posicionou sobre o assassinato da vereadora. Ela foi morta com uma rajada de metralhadora na cabeça, em 14 de março. Até hoje, a Polícia não esclareceu o crime. Uma das hipóteses de autoria aponta para milicianos – policiais que exercem domínio armado sobre áreas carentes, onde exploram negócios ilegais e cometem extorsões.

Bahia Noticias



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