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sábado, 03 de novembro de 2018 22:56

RJ – Fogo destrói parte do Hospital Lourenço Jorge; três pacientes morrem na transferência

Incêndio atinge a CER Barra da Tijuca, que faz parte do complexo. Emergência foi fechada às 17h.

Polícia e bombeiros interditam a pista auxiliar, sentido Linha Amarela, da Avenida Ayrton Senna — Foto: Reprodução/COR

Um incêndio destruiu, na tarde deste sábado (3), parte do Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca – um dos maiores da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo o prefeito Marcelo Crivella, três idosos morreram. “No incêndio, não. Mas na transferência vieram a óbito”, disse.

“Um caso era muito, muito grave. Tinha poucos recursos terapêuticos. Os outros, desligaram as máquinas, e na transferência vieram a óbito”, detalhou.

As chamas começaram pouco antes das 16h no segundo andar da Coordenação de Emergência Regional da Barra, que compõe o complexo do Lourenço Jorge e serve de triagem para serviços prestados no hospital. Era horário de visita, e os saguões estavam cheios.

Fogo já controlado na CER do Lourenço Jorge — Foto: Reprodução/Redes sociais

Às 17h, a Emergência da unidade foi fechada para novos pacientes. Meia hora depois, 54 pacientes que estavam nas salas Vermelha e Amarela da unidade atingida começaram a ser transferidos para o Hospital Albert Schweitzer, em Realengo.

Uma enfermeira que não quis se identificar contou por telefone que vários profissionais do Lourenço Jorge saíram correndo em direção à CER para ajudar os pacientes que estavam lá dentro. Não tinha ninguém ferido gravemente, segundo ela.

“Todo mundo saiu correndo pra ajudar. Os pacientes estão sendo levados para outras alas, estamos organizando as pessoas aqui nos corredores”, diz.

Unidade superlotada

Um socorrista de ambulância falou que o fogo começou por volta das 15h40 e em 10 minutos já tinha acabado com quase tudo. Ele participou do resgate dos pacientes que estavam no local. Segundo profissionais da UPA, o local estava superlotado, com aproximadamente 300 pessoas. A prefeitura nega.

Segundo eles, a ajuda de médicos, socorristas, maqueiros foi essencial para que conseguissem remover todas as pessoas com segurança até os bombeiros chegarem.

G1



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