Território do Sisal – O caminhoneiro Gildo Alves Ferreira esteve no último domingo (8) em Retirolândia, acompanhando a comitiva do vereador de Salvador Duda Sanches, que é pré-candidato a deputado federal. Na oportunidade, ele conversou com o Calila Notícias e se apresentou como membro da Comissão do Movimento Pró Caminhoneiro da Bahia, quando anunciou uma paralisação da categoria em todo o estado.

Segundo Gildo, o movimento está programado para ocorrer na próxima sexta-feira, dia 13, e tem como objetivo chamar a atenção para reivindicações antigas dos caminhoneiros.
De acordo com ele, um dos principais fatores que motivam o protesto é o alto preço do óleo diesel, que tem impactado diretamente os custos de quem vive do transporte de cargas.
“A paralisação está marcada para o dia 13 em todo o estado da Bahia. O que está motivando é principalmente o aumento do óleo diesel, que vem pesando muito para a categoria. Além disso, tem a questão do pátio de triagem que querem instalar no Porto de Salvador, algo que os caminhoneiros não aceitam porque vai gerar mais custos e dificultar ainda mais o trabalho”, afirmou.
Gildo também relatou que mudanças na logística envolvendo o Companhia das Docas do Estado da Bahia (CODEBA) e o funcionamento do Porto de Salvador têm causado insatisfação entre os profissionais. Segundo ele, a exigência de deslocamentos maiores para áreas de triagem pode gerar aumento de custos e inviabilizar parte das operações.
“Hoje querem colocar o pátio de triagem distante do porto, obrigando o caminhoneiro a rodar cinco ou seis quilômetros a mais. Isso gera custo, desgaste e acaba inviabilizando o trabalho de muita gente que depende do frete”, explicou.
Ainda conforme o representante do movimento, a paralisação pretende mobilizar caminhoneiros em diferentes regiões do estado para pressionar por mudanças e melhores condições de trabalho para a categoria. ” A Bahia hoje conta com novecentos e vinte e cinco mil caminhoneiros, uma quantidade significativa fazendo parte de uma categoria que só tem contabilizado prejuízos nos últimos anos”, finalizou.



