Na manhã desta terça-feira, 21, os vereadores Vanvan do Mucambinho, Luizão, Louro do Rio Verde, Pedro do Salão, Sérgio Suzart e Santinho realizaram uma visita técnica à fábrica, acompanhados pelo empresário local Alecivaldo (Galego da DSTAK).
O grupo buscou alinhar detalhes sobre o impacto do projeto de lei que visa a expansão industrial em Santaluz.
O vereador Juninho Sacramento não pôde estar presente, mas justificou formalmente sua ausência, reafirmando seu compromisso com o acompanhamento legislativo da pauta e a importância do tema para o desenvolvimento do município.
O objetivo foi buscar informações detalhadas junto ao gerente da fábrica, Henrique, sobre o impacto do Projeto de Lei nº 1.828/2025, que autoriza a concessão de uso de um imóvel municipal para a expansão das atividades da empresa no município.
O projeto, que tramita na Câmara Municipal desde o dia 06 de novembro de 2025, completou hoje 166 dias à espera de uma votação definitiva. Apesar de ter sido enviado pelo Executivo em caráter de “urgência especial”, a matéria segue em análise.

O que dizem os vereadores
Procurados por nossa equipe logo após a reunião, os parlamentares afirmaram categoricamente que o gerente Henrique enfatizou os impactos positivos que a consolidação deste projeto trará para a economia local. Entre os principais benefícios destacados estão:
Geração de Empregos:
A confirmação da criação de aproximadamente 300 novos postos de trabalho diretos, o que representa um fôlego enorme para o mercado de trabalho de Santaluz.
Fomento ao Comércio:
O aumento da circulação de renda na cidade, beneficiando diretamente os comerciantes locais.
Produção local e o “Gargalo” Tributário
Durante a visita, os parlamentares foram informados de que a unidade de Santaluz já produz 1.300 pares de cabedais por dia (a primeira parte do sapato social). No entanto, como a fábrica ainda não possui estrutura para a finalização completa, o solado é colocado no Município de Castro Alves.
Evasão Fiscal:
Devido à finalização do calçado ocorrer em outra cidade, o imposto estimado em cerca de R$ 40 mil reais mensais deixa de ser recolhido em Santaluz, em um ano, está se falando de quase R$ 500 mil reais que poderiam estar circulando e sendo reinvestidos na cidade.
Impasse na Urgência
A localização estratégica do imóvel às margens da BA-120, no Centro é considerada fundamental para a logística da fábrica. Contudo, o longo tempo de tramitação (mais de cinco meses) gera questionamentos sobre a eficiência da urgência solicitada.
Os vereadores presentes na visita sinalizaram que o entendimento técnico obtido hoje é um passo decisivo para que a matéria avance para o plenário.
De acordo com os reis, o que buscaram junto a empresa é a segurança de que o patrimônio público será bem utilizado em troca de benefícios reais e duradouros para a nossa população.
A visita de hoje serviu para dar rosto aos números. Os representantes do povo entendem que cada dia de atraso na votação deste projeto não é apenas uma demora legislativa, mas sim R$ 40 mil reais que deixam de entrar em Santaluz e dezenas de famílias que aguardam uma oportunidade.
A expectativa agora é que o PL nº 1.828/2025 avance rapidamente para o plenário, permitindo que a produção da Calçados Pegada seja, enfim, 100% luzense.



