O consumo de jogos digitais se consolidou como um dos hábitos mais presentes na vida cotidiana da população brasileira. Segundo a Pesquisa Game Brasil (PGB) 2025, 82,8% dos brasileiros afirmam jogar com frequência, o que representa o maior índice já registrado pela série histórica do levantamento.
Mercado de games em crescimento
O acesso facilitado a plataformas, a variedade de títulos e o aumento da conectividade explicam por que o setor atrai cada vez mais atenção, tanto do público quanto de empresas e investidores.
Relatórios internacionais apontam que o mercado global movimentou cerca de 196,8 bilhões de dólares em 2022 e apresenta projeções otimistas, com expectativa de ultrapassar os 320 bilhões de dólares até 2026. No contexto nacional, o país já figura entre os dez maiores mercados do mundo, com estimativa de faturamento em torno de 2,7 bilhões de dólares em 2021, consolidando uma base sólida para o setor.
A praticidade do celular, junto à variedade de estilos e mecânicas disponíveis, mantém o público em contato diário com formas variadas de jogar. Em um único aparelho ficam reunidos títulos de ação, experiências narrativas longas e jogos baseados em interações rápidas.
Tendências atuais no consumo de jogos digitais
O avanço dos games no país passou a ser influenciado por formatos que dialogam com rotinas muito diferentes. Há experiências longas voltadas a quem reserva várias horas para jogar, propostas pensadas para intervalos curtos do dia e ambientes on-line que giram em torno de interação constante com outras pessoas.
Um exemplo de título focado em história é Baldur's Gate 3, um RPG que organiza a jornada em torno de personagens que evoluem ao longo de muitas horas. O jogador acompanha diálogos extensos, explora cenários em detalhes e toma decisões que alteram o rumo da trama, o que cria vínculo duradouro com a obra.
Outra vertente acompanha quem prefere partidas curtas e acesso direto à ação. Jogos de cassino online, por exemplo, utilizam interfaces simples, com comandos rápidos adaptados ao uso constante do celular, caso do jogo Mines, que organiza a experiência em uma grade de casas ocultas abertas uma a uma, com multiplicadores que crescem conforme o participante avança e com liberdade para encerrar a rodada a qualquer momento. A forma de jogo concentra atenção em poucos minutos e se ajusta bem à dinâmica do dia a dia, permitindo
jogar a qualquer momento.
Na esfera competitiva, experiências de FPS como CoD: Mobile ganharam espaço ao oferecer confrontos em equipe e partidas de curta duração disputadas pelo celular. Comunidades organizadas em torno de campeonatos, transmissões ao vivo e atualizações frequentes mantêm o interesse de quem prefere o ambiente de disputa on-line.
Exemplos desse tipo mostram que o crescimento dos jogos digitais está ligado à capacidade de atender diferentes ritmos de uso e de se adaptar tanto ao lazer prolongado quanto aos momentos mais rápidos da vida.
O que esses números mostram sobre o lugar dos jogos no dia a dia dos brasileiros
A partir dos dados, fica evidente que os jogos digitais se tornaram uma atividade recorrente no cotidiano brasileiro. Com o celular como dispositivo predominante, jogar passou a ocupar o mesmo espaço de outras práticas, como conversar em aplicativos de mensagens, ver vídeos ou ouvir música.
Essa naturalização explica por que jogos de diferentes tipos e estilos aparecem entre as opções acessadas por parte do público. A experiência de jogar, agora, já não é vista como algo isolado ou reservado a um momento específico, se tornando mais um hábito entre tantos outros da vida conectada.




