Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março e marcado historicamente pela luta contra a violência e pela defesa dos direitos femininos, um caso ocorrido em Santaluz chama a atenção por uma coincidência trágica: a vítima também se chamava Maria da Penha. Mesmo nome da farmacêutica cearense Maria que deu origem à Lei Maria da Penha, que em agosto deste ano completa 20 anos.
Maria da Penha ficou paraplégica depois de ter levado um tiro nas costas enquanto dormia.
A luzense Maria da Penha da Silva, de 38 anos, morreu na quinta-feira (5), após ser encontrada inconsciente dentro de uma residência no bairro Açude Tapera.
De acordo com informações da Polícia Militar da Bahia, a vítima foi localizada desacordada e apresentava sinais de agressão. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, prestou os primeiros socorros e encaminhou a mulher para uma unidade hospitalar do município.
Ainda segundo a PM, Maria da Penha apresentava hematomas na região do tórax e da cabeça, além de sangramento no nariz. Apesar do atendimento médico, ela não resistiu e morreu no fim da tarde.
A corporação informou que há indícios de lesões provocadas por agressão, e o principal suspeito é o companheiro da vítima, que não havia sido localizado até a última atualização desta reportagem.
O Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi acionado para realizar a perícia no imóvel onde a mulher foi encontrada e encaminhar o corpo para necropsia.
O caso será investigado pela Polícia Civil da Bahia, que deverá apurar as circunstâncias da morte.

A tragédia ganha ainda mais simbolismo por ocorrer na semana em que se recorda a luta contra a violência doméstica, tema que ganhou repercussão nacional após o caso da farmacêutica cearense Maria da Penha Maia Fernandes, que deu origem à Lei Maria da Penha, uma das principais legislações de proteção às mulheres no país.
A Lei Maria da Penha irá completar 20 anos em agosto deste ano.
Redação CN * Notícias de Santaluz




