Menos de um mês após deixar o Tribunal de Contas da União (TCU), ao atingir a idade limite para permanência no cargo, o ex-ministro Aroldo Cedraz oficializou sua filiação ao Partido Liberal. O ato ocorreu na última terça-feira, 17, na sede da sigla, em Brasília, e já movimenta os bastidores da política baiana com especulações sobre uma possível candidatura ao Senado nas eleições de 2026.
A chegada de Cedraz ao PL foi celebrada por importantes lideranças do partido. Estiveram presentes o senador Flávio Bolsonaro, apontado como pré-candidato à Presidência da República, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, e o presidente do PL na Bahia, João Roma.
Em publicação oficial nas redes sociais, o partido destacou a importância da filiação:
“Estamos muito felizes com a sua filiação, Aroldo. Sua chegada com certeza amplia o PL na Bahia e soma ao partido mais uma liderança importante, para seguirmos trabalhando com compromisso pelo futuro do Brasil.”
Com uma longa trajetória na vida pública, Cedraz já exerceu mandato de deputado federal pela Bahia por vários mandatos consecutivos, sempre alinhado ao grupo político liderado por Antônio Carlos Magalhães, uma das principais lideranças políticas do estado nas últimas décadas.
Antes de chegar ao TCU, também ocupou cargos relevantes no Executivo estadual, como a Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração da Bahia. No Tribunal de Contas da União, onde atuou por mais de uma década, chegou à presidência da Corte, consolidando seu nome como uma figura de destaque no cenário político e institucional do país.
A filiação ao PL reacende o nome de Aroldo Cedraz no tabuleiro eleitoral baiano, especialmente diante das articulações visando a disputa por uma vaga no Senado. Embora ainda não haja confirmação oficial de candidatura, aliados já admitem que seu nome é visto como competitivo dentro do grupo político que se organiza para as eleições de 2026.
Aroldo Cedraz é natural de Valente, e a região sisaleira era seu principal reduto político.




