Durante reunião da Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), realizada na quarta-feira (1º), o deputado estadual Luciano Araujo (Solidariedade), presidente da sigla no estado, fez um duro pronunciamento contra a atuação da Neoenergia Coelba, destacando os constantes problemas no fornecimento de energia em municípios do interior baiano.
Em seu pronunciamento, o parlamentar chamou atenção para a situação crítica enfrentada pelas populações de Várzea Nova e Ourolândia, por exemplo, que, segundo ele, sofrem com quedas frequentes de energia, especialmente nos horários de maior consumo.
Luciano Araujo afirmou que a falta de investimentos em infraestrutura elétrica, como a modernização de subestações e transformadores, tem causado prejuízos diretos à população, ao setor produtivo e aos pequenos empreendedores locais. “É um desrespeito com a população. Os moradores vêm sofrendo constantemente com quedas de energia. A empresa cobra na fatura, mas não investe na melhoria da sua capacidade de distribuição”, criticou o deputado.
O parlamentar também destacou que os problemas não se restringem a um único município, sendo relatados por outros deputados em diversas regiões da Bahia.
Segundo ele, a precariedade do serviço tem impactado diretamente a produção agrícola, a atividade industrial e o cotidiano dos consumidores, especialmente aqueles que não têm condições de arcar com prejuízos ou buscar reparação judicial.
Diante do cenário, Luciano Araujo anunciou que já iniciou medidas formais para cobrar providências. Entre elas, a notificação da concessionária e o acionamento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), responsável pela fiscalização do serviço prestado.
Além disso, o deputado solicitou, no âmbito da Comissão de Agricultura e Política Rural, a convocação do presidente da Neoenergia Coelba para prestar esclarecimentos na Assembleia Legislativa. A proposta deve ser apreciada nas próximas sessões do colegiado. “Vamos aprovar a convocação para que o presidente venha explicar o que está acontecendo não só em Várzea Nova e Ourolândia, mas em toda a Bahia. A população não pode continuar sendo prejudicada”, reforçou.
Por: Pedro Castro



