José Paulo Crisóstomo assumiu a Superintendência de Economia Solidária e Cooperativismo, vinculada à Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte do Estado da Bahia (SETRE), com a missão de fortalecer políticas públicas voltadas à geração de trabalho, emprego e renda nos municípios, a partir do associativismo e das iniciativas comunitárias.
Ao comentar a nova função, ele destacou que a economia solidária é um instrumento essencial para potencializar as riquezas locais, permitindo que comunidades organizadas agreguem valor à sua produção e ampliem suas oportunidades econômicas.
Segundo o novo superintendente, o modelo envolve diferentes frentes, como o cooperativismo, a economia popular e os empreendimentos comunitários. “As pessoas se organizam em grupos, associações ou cooperativas para produzir, prestar serviços e comercializar, aproveitando o potencial local e gerando renda dentro da própria comunidade”, explicou.
Economia solidária presente em diversas áreas
Zé Paulo ressaltou que a economia solidária atua de forma ampla, alcançando diversos setores da economia, desde a produção até os serviços e o comércio. Entre os exemplos, ele citou atividades como produção artesanal, serviços comunitários, salões de beleza, vendas em feiras livres e até iniciativas financeiras, como bancos comunitários e fundos rotativos.
“A economia solidária está presente no comércio, no crédito, na produção e nos serviços. Ela faz parte da vida econômica da população e tem um papel fundamental na inclusão produtiva”, afirmou.
Fortalecimento da economia popular

Outro ponto destacado foi a valorização da chamada economia popular, que envolve trabalhadores autônomos e pequenos empreendedores, como ambulantes, feirantes e produtores locais.
De acordo com o superintendente, esse segmento precisa de apoio e políticas públicas para se fortalecer. “Estamos falando de pessoas que já produzem e movimentam a economia, mas que precisam de incentivo, organização e acesso a oportunidades”, disse.
Implantação da moeda social nos municípios
Um dos principais instrumentos defendidos por Zé Paulo é a implantação da moeda social, considerada uma ferramenta estratégica para impulsionar o desenvolvimento local. A proposta consiste na criação de uma moeda própria dentro do município, que circula apenas na economia local, evitando que os recursos saiam para outras regiões.
“A moeda social permite que o dinheiro permaneça no município, fortalecendo o comércio local, os pequenos empreendedores e os serviços da própria comunidade”, explicou.
Segundo ele, iniciativas desse tipo já estão sendo discutidas em municípios como Santaluz e Nordestina, com apoio de secretarias municipais e do poder público local.
Desafios e avanços da economia solidária
Zé Paulo relembrou que, há cerca de duas décadas, a economia solidária ainda era pouco conhecida no Brasil. No entanto, ao longo dos anos, houve avanços importantes, como a criação de estruturas institucionais voltadas ao setor. “Hoje temos uma secretaria nacional e superintendências estruturadas, o que mostra o quanto avançamos desde o início desse movimento”, destacou.
Agenda e articulação nos municípios
Dentro da nova fase da superintendência, Zé Paulo também destacou a importância do diálogo com os municípios para implementar políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico local. Entre as ações previstas estão reuniões com gestores municipais, discussão de projetos e apoio à organização de cooperativas e iniciativas comunitárias.
Atuação conjunta para o desenvolvimento
Ao final, Zé Paulo reforçou que o trabalho da superintendência será voltado para ampliar oportunidades e fortalecer a economia nos territórios. “A economia solidária é uma ferramenta concreta de desenvolvimento. Com organização, apoio e políticas públicas, é possível transformar realidades e gerar renda para quem mais precisa”, concluiu.



