O prefeito de Conceição do Coité, Marcelo Araújo (União Brasil), se manifestou após a publicação de uma matéria com críticas do suplente de deputado estadual Marcelino Galo (PT) envolvendo o apoio do Governo da Bahia ao Coité Folia.
Após a repercussão o gestor encaminhou uma nota a redação do Calila a qual nega qualquer omissão por parte da gestão municipal. Marcelo afirma que o evento foi planejado, organizado e executado integralmente pela Prefeitura. Segundo ele, é “inaceitável” qualquer tentativa de retirar o protagonismo da administração municipal na realização da festa, considerada uma das maiores micaretas do interior da Bahia. Ele também reagiu às declarações que apontam suposta ausência de apoio institucional, classificando-as como informações distorcidas.

O prefeito destacou que parte dos recursos utilizados na realização do evento teve origem em emendas parlamentares destinadas pelo deputado federal Elmar Nascimento e pelo deputado estadual Luciano Araújo. No entanto, fez questão de ressaltar que esse tipo de recurso não pode ser tratado como ajuda voluntária de governos.
“Emenda parlamentar é direito do deputado indicar e obrigação do governo executar. Isso não é favor, nem iniciativa espontânea de governo”, afirmou.
O prefeito também criticou duramente o que classificou como “tentativa de manipulação da informação”, ao citar como exemplo a associação de ações obrigatórias do Estado, como a segurança pública, ao conceito de apoio ao evento. “Segurança pública é dever do Estado. Tentar vender isso como apoio é, no mínimo, desinformação”, pontuou.
Em relação à presença de logomarcas institucionais em materiais de divulgação do Coité Folia, o gestor afirmou que se trata de uma exigência legal. “Cumprir a lei não pode ser usado como instrumento para criar narrativa enganosa”, disse.
O prefeito voltou a negar qualquer omissão da gestão e afirmou que sua atuação é pautada pela transparência. Ele também fez críticas ao cenário político envolvido no episódio, afirmando que há tentativas de criar “factoides” com objetivo de confundir a população. “Infelizmente, ao invés de contribuir com o município, há quem prefira distorcer a realidade para tentar tirar proveito político”, declarou.
Por fim, Marcelo Araújo reforçou que, durante sua gestão, não houve apoio voluntário por parte dos governos estadual ou federal, destacando que os recursos recebidos ocorreram por meio de emendas parlamentares, cuja execução é obrigatória. “Se não fosse a atuação firme dos nossos deputados, não teríamos recebido nenhum recurso. Os recursos chegam porque o governo é obrigado, por lei, a pagar. Não é favor, é obrigação”, afirmou.
O gestor concluiu lamentando o que classificou como prejuízo à população em função de disputas políticas e afirmou que o município segue aberto a parcerias, desde que seja sem viés político.
“Coité precisa de apoio de verdade. O que não se pode admitir é transformar obrigação em favor e tentar reescrever a realidade para enganar o povo”, concluiu.



