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sábado, 14 de dezembro de 2013 15:16

No caminho da cura: o psicossomático – Ângelo Almeida

Os órgãos do corpo humano estão interligados com o sistema nervoso onde o parassimpático e simpático, atuam com “relaxamento dos nervos” ou “contração ou tensão nos nervos”.

Nós Terapeutas Psicanalistas sabemos que em cada 100 pessoas que conhecemos mais da metade, ou mais de 60% das enfermidades que essas pessoas convivem são promovidas por “psicossomático”. Pessoalmente, percebo grande obstáculo em esperar o resultado positivo de uma Pisicoterapia, quando estamos em atividade de Terapeuta Psicanalístico, porque o paciente não se despertou que seus maus gerenciamentos de memória e pensamentos estão promovendo aquela ou esta enfermidade. Inclusive – a tão conhecida dor de cabeça, as alergias, as sinusites etc, para quem desconhece – é um alvo do psicossomático. Como assim ?

Se o cérebro processa informação e descarrega a sua energia, nesse momento, produz substâncias serotonina ou adrenalina. E conhecido que – produzir alegria é abrir ao cérebro o caminho viável para a produção do hormônio da alegria (serotonina), entretanto, cultivar maus pensamentos, o mau-humor, o não perdoar, o não aceitar o outro e suas diferenças com indiferenças essas reações, ou comportamento de crenças estimula ao psiquê a criar os mecanismos de defesa onde – o próprio corpo cria suas defesas. E, quando perante o sentimento de medo? Lá vem a sangria de adrenalina, uma energia vital, porém, um ácido fatal ao estômago, bem como, ao sistema nervoso provocando, assim, hipertensão, aceleramento de batimentos cardíacos que, sem controle sobre estes impulsos poderá levar o hospedeiro à morte de: infarto do miocárdio.

Os órgãos do corpo humano estão interligados com o sistema nervoso onde o parassimpático e simpático, atuam com “relaxamento dos nervos” ou “contração ou tensão nos nervos”, sendo assim, essas informações transitam até ao órgão do corpo humano que receberá a “carga” de energia produzida, e, em caso de não queimar essa energia, ou dissipar, então o psico-emocional influencia o funcionamento regular ou irregular do órgão no corpo humano.

É comprovado que um indivíduo que – guarda ressentimento, não tem capacidade de esquecimento, murmura, rumina aquela informação – não é um bom dissipador da energia negativa ao bom funcionamento do corpo, ao contrário, um acolhedor e hospedeiro de uma energia que não esvai – por fim estimula as “contrações ou tensões” que deverá descarregar essa energia em um órgão do corpo humano o chamado órgão de choque, poderá ser o estômago ( poderá ocorrer gastrite ou úlcera), ou o coração ( poderá ocorrer infarto do miocárdio), ou o cérebro ( poderá ocorrer AVC ) ou qualquer outro órgão do corpo será à vítima.

O mais interessante é que antes mesmo do pai da Psicanálise Freud, um dos discípulos de Jesus, Paulo de Társis, escreveu a um grupo de Cristãos na cidade de Filipos, – “tudo que for puro, amável…ocupe o vossos pensamentos”, capítulo 4 verso 8. Gosto muito desse capítulo e atenção voltada ao verbo “ocupar”. Preencha o espaço, tome uma atitude de cultivar o que é fundamental, ocupe com situações e momentos sadios. Essas orientações aos Filipenses, com certeza, fora detectado o “psicossomático”, ou melhor esclarecendo, o mau gerenciamento dos pensamentos. Paulo estimula o padrão “puro”, “amável”, ou seja, pensamentos puros, não pensamentos viciados ou pré-conceituosos, recheados de resistências.

Nesse contexto comprovado que a psicossomática, ou, a soma de emoções não dissipadas, mas, contraídas e cultivadas influencia por demais o estado de saúdo do individuo, independente da sua condição social, econômica e/ou educacional.
O corpo tem sua linguagem de se comunicar, de responder, de recepcionar os sentimentos que se transformam em energia e produzem substâncias (hormônios, ácidos) que são vitais ou fatais. Portanto, devemos, ser sábios em buscar o conhecimento de como lidar com nossos pensamentos, pois eles são a chave de abertura do melhor funcionamento do nosso psiquê (cérebro) que influencia nossas emoções e, por fim, – o melhor ou pior funcionamento do corpo e seus órgãos.

Por fim, o velho ditado, -“O que o cérebro não pensa, o coração sente.” Eu, diria, na linguagem nordestina, – “quando o cérebro é mau gerenciado, o coração é arrombado”.

Prof. Ângelo Almeida
Terapeuta na corrente Naturalista e Psicanalista, Teólogo, Escritor de 5 livros publicados.



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