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segunda-feira, 24 de setembro de 2018 16:08

Ex-presidente do PSDB acusa Doria de apoiar secretamente Jair Bolsonaro

Polêmica entre os tucanos, a participação do ex-prefeito João Doria na campanha presidencial de Geraldo Alckmin movimentou neste fim de semana o principal grupo de conversas que o PSDB usa para traçar estratégias de olho numa vaga no segundo turno. 

Foto: Divulgação

Ex-presidente do PSDB e desafeto de João Doria (PSDB), Alberto Goldman suspeita que o ex-prefeito de São Paulo e candidato tucano ao governo está secretamente aliado a Jair Bolsonaro (PSL). Ao jornal O Globo, Goldman acusou Doria de reforçar a campanha de um dos principais adversários de Geraldo Alckmin, candidato do seu partido à Presidência da República.

“Temos ouvido sim conversas de que ele tem feito movimentos em direção ao apoio de outro candidato. Dória não tem nada a ver com o partido. Seus interesses são pessoais, de vaidade política, dos seus negócios, de seu enriquecimento pessoal. Sua postura ideológica, seu tipo de pensamento, o tipo de mensagem, é a mesma do Bolsonaro, não me surpreende”, falou. Goldman ainda declarou que existe ressentimento do partido por conta da falta de apoio de Doria à campanha de Alckmin.

Polêmica entre os tucanos, a participação do ex-prefeito João Doria na campanha presidencial de Geraldo Alckmin movimentou neste fim de semana o principal grupo de conversas que o PSDB usa para traçar estratégias de olho numa vaga no segundo turno.

A discussão veio à tona por conta do lançamento de um cartaz de campanha de Doria ao governo de São Paulo com o título “Contagem Regressiva. Faltam 15 dias para você mudar São Paulo”, no qual Alberto Goldman crítica num dos posts a omissão a qualquer “referência ao candidato a presidente, nem ao partido, depois de 24 nos de nossos governos”. Goldman é ex-governador do estado ao lado de Alckmin.

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“Bolsonaro é quase um candidato da oposição. Basta olhar o que ele fala sobre a segurança de São Paulo. Parece até que é o PT que está governando o estado. Ele não trabalha pela visibilidade do partido. Ele traz para o PSDB o que há de pior na política. Não duvido que antes mesmo do fim do processo eleitoral, a depender de quem for para o segundo turno, o Doria mostre logo de que lado está”, criticou Goldman.

Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, Alckmin está 17 pontos percentuais atrás de Bolsonaro (30% contra 13%), de acordo com a última pesquisa de intenção de voto feita pelo Ibope, no primeiro turno.

Bahia Notícias



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