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quinta-feira, 06 de setembro de 2018 08:58

Médica adapta receita para paciente analfabeto e ação repercute nas redes sociais

Fitas adesivas coloridas e com desenhos foram coladas nas caixas de medicamentos e na receita para indicar o horário que cada remédio deveria ser tomado pelo paciente.

Foto: Reprodução / Twitter

Uma receita médica fora do comum fez com que a médica Rayssa Miranda, de 28 anos, ganhasse repercussão nas redes sociais. Tudo começou com a publicação da foto de uma receita adaptada para um paciente analfabeto. Na imagem publicada no Twitter pela irmã de uma aluna de Rayssa, fitas adesivas coloridas e com desenhos foram coladas nas caixas de medicamentos e na receita para indicar o horário que cada remédio deveria ser tomado pelo paciente.

A médica, formada há três anos, e a estudante de medicina Manuela Lemos, que acompanhava o atendimento em um posto de saúde de Belém, no Pará, perceberam a necessidade de fazer um atendimento diferenciado com o paciente de 54 anos. “Já estávamos fazendo o atendimento deste paciente há uns 3 meses, ele tem diabetes e hipertensão, mas as enfermidades nunca melhoravam. Sempre que ele voltava para o atendimento, continuava a mesma coisa. Então a aluna falou que achava que ele não sabia ler e perguntamos para ele, que confirmou. E ele contou que tomava o medicamento como achava que era. E, por esse motivo, ele nunca melhorava, já que tomava de maneira errada”, contou a médica ao portal Diário Online.

“Receitei novos medicamentos e pedi para ele ir na farmácia do posto e voltar comigo. Então pegamos os adesivos, que eu sempre compro, e colocamos na caixa e na receita. O paciente disse que só sabia ver as horas no relógio digital, então fizemos dessa maneira, colocamos o horário e adesivo, para que ele pudesse saber certinho o horário para tomar cada remédio”, disse.

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Rayssa é especializada em atendimento a comunidade e também é preceptora. Ela recebe alunos que ainda estão na universidade para acompanhar os atendimentos e conta que um dos ensinamentos que passa para os estudantes é de “não fazer atendimento mecânico e sempre ver o que tem além da enfermidade”.

Ela conta ainda que ficou surpresa com a repercussão da ação. Até o início da tarde de quarta-feira (5), menos de 24 horas após a postagem no Twitter, a publicação já tinha superado 59.200 Retweets e 161 mil curtidas.

Bahia Notícias



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