Um grave acidente de trânsito foi registrado no início da madrugada deste domingo, 11, no Bairro Mariquinha de Dodô, em Coité, saída para Riachão do Jacuípe. Um jovem de 23 anos pilotava uma motocicleta quando colidiu em alguns carros que estava estacionados sofrendo graves fraturas e lesões pelo corpo.
Segundo Lucival Souza comandante da Brigada Anjos Jacuipenses cuja sede fica em Riachão do Jacuípe, distante cerca de 30 km do local do acidente, por volta das 2h da madrugada recebeu uma ligação de populares, “fiquei sem entender, já que a cidade é bem servida de equipes de socorro, pensei se tratar de um trote, mas saimos para atender sempre em ligação com a pessoa que mandava foto a todo instante, ainda assim, liguei para as três equipes de Coité e não consegui, quando chegamos na cidade, por volta das duas horas, debaixo de chuva, encontramos a vítima que estava coberta por populares e diante da gravidade da fratura exposta em um das pernas, que a gente segue o protocolo de acionar o SAMU, e fiz isso, mas o médico plantonista me informou que eu levasse para o Hospital Português – Unidade Regional de Coité. Ele me disse que a USA (Unidade de Suporte Avançado) do SAMU tinha viajado numa transferência, e a outra em baixa, um termo popular para falar de problemas mecanicos e assim fizemos, deixamos o paciente no Hospital Português”, disse Lucival ao Calila Notícias.

Ainda segundo Lucival, o motociclista que é natural do Povoado Santa Rosa foi encontrado inconsciente, apresentando múltiplas suspeitas de fraturas, incluindo clavícula, pelve, tíbia e fíbula, além de uma fratura exposta na região da patela.
As circunstâncias do acidente deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.
O Calila Notícias entrou em contato com Gildo Carneiro comandante da Brigada Águia Resgate para saber se ele recebeu este chamado e ele informou que não tinha como atender, já que a equipe estava prestando socorro a uma vítima de atropelo em estado grave, no horário deste acidente a maca da ambulância do Águia ainda estava ocupada com a vítima no Hospital Português.
“Saimos do hospital por volta das onze e meia, a equipe exausta depois de um dia muito corrido, ainda fomos lavar a ambulancias e os equipamentos, depois disso, vi a necessidade de desligar o celular, já que huamenamente a equipe não podia mais atender nenhum chamado, afinal, é um trabalho voluntário, ninguém recebe pra isso, e ainda enfrentamos a falta de apoio e incentivo. Nos úlmos meses perdemos cerca de dez colaboradores e eles têm razão, se já fazem um trabalho gratuito, precisam pelo menos ter um lanche digno, isso não acontece, o que servimos é com recursos proprios e de pequenas ajudas recebidas”, desabafou Gildo que completou: “A tendência é de desacelerar ainda mais, todos sabem que a nossa equipe é a que mais atende chamado, mas está complicado manter”, finalizou Carneiro.
O CN também tentou contato com a Brigada Anjos da Vida, também citada por Lucival, mas até a publicação desta matéria não tivemos informações sobre o plantão.




