O suplente Tiago Gomes de Araújo tomou posse na manhã desta quarta-feira, 04, assumindo oficialmente a vaga deixada pelo vereador Genilson dos Santos Silva, que renunciou ao mandato após vários anos de atuação na Câmara Municipal de Nordestina.

A renúncia foi formalizada em 29 de janeiro de 2026 e oficializada por meio da Resolução Legislativa nº 01, de 2 de fevereiro de 2026, publicada no Diário Oficial do Legislativo. O documento aponta motivos pessoais e de saúde como justificativa para a saída do parlamentar, com reconhecimento de firma em cartório.

A resolução foi promulgada pelo presidente da Câmara, Edivaldo Góes da Silva, declarando a vacância do cargo e determinando a convocação do primeiro suplente, conforme a Lei Orgânica do Município e o Regimento Interno. A mudança também foi comunicada ao Juízo Eleitoral da 106ª Zona Eleitoral, com sede em Queimadas.
Com a renúncia do vereador Genilson do Marí (Podemos), a Câmara Municipal de Nordestina diplomou e deu posse ao primeiro suplente do partido, Tiago Gomes de Araújo, conhecido politicamente como Thiago Fisioterapeuta. A posse ocorreu em sessão oficial conduzida pela Mesa Diretora do Legislativo.

Thiago Fisioterapeuta disputou as eleições municipais de 2024 pelo Podemos, quando obteve 279 votos, ficando como primeiro suplente da legenda.
De acordo com o alinhamento político já demonstrado durante o processo eleitoral, o novo vereador deverá atuar no campo da oposição à gestão da prefeita Eliete de Ito (PSD), mantendo a mesma linha política adotada por Genilson do Marí ao longo do mandato.
Em manifestação pública nas redes sociais após a diplomação e a posse, Tiago destacou que o momento representa mais do que uma conquista pessoal, ressaltando o compromisso com o serviço público. “Não foi sobre ganhar uma eleição. Foi sobre estar preparado para servir quando a oportunidade chegasse. Recebo esse diploma com gratidão, respeito ao povo e consciência do tamanho da responsabilidade”, afirmou.
O novo vereador também declarou que assume o mandato com humildade, disposição para o diálogo e compromisso com o trabalho coletivo, reforçando que sua atuação será voltada aos interesses da população de Nordestina. “Estamos juntos”, concluiu.
Último mandanto de Genilson foi marcado por ida e vinda, e polêmica
Genilson reside no Mari, maior povoado do município de Nordestina. No ano passado, seu nome esteve no centro de intensas discussões nos meios políticos e na imprensa regional em razão de sucessivas mudanças de posicionamento.
Eleito pelo grupo de oposição que disputou as eleições municipais de 2024, encabeçado por Jeosafá Carneiro da Silva, do MDB que teve como candidato a vice, Neivanilson Alves Silva, Nei do Mari, filho do veterano vereador.

Antes disso, Nei já havia exercido o cargo de vice-prefeito no primeiro mandato da prefeita Eliete de Ito, período em que ocorreu o rompimento político entre ambos. Após a ruptura, ele passou a integrar a chapa de oposição que disputou o pleito de 2024.
Nesse contexto, o pai, Genilson, também protagonizou mudanças relevantes. Após a eleição, ele deixou a oposição e passou a integrar a base da prefeita, alegando publicamente que “o bom filho volta à casa do pai”, além de tecer elogios à gestão municipal. Dias depois, no entanto, retornou ao grupo de oposição.
Essa sequência de movimentos de Genilson teve reflexos diretos no Legislativo. O retorno à oposição contribuiu para a condução da votação da nova Mesa Diretora, em um cenário de ampliação do número de membros, que resultou na reeleição do atual presidente da Câmara. Apesar disso, o vereador optou por não integrar a Mesa Diretora.



