O Movimento Pró-Caminhoneiro encerrou na noite de sexta-feira, 13, a paralisação de 24 horas realizada na entrada do Porto de Salvador, na capital baiana. A mobilização reuniu diversos caminhoneiros que atuam no transporte de cargas e teve como principal pauta o alto custo do diesel e as condições enfrentadas pela categoria na área da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba).
Apesar do fim da manifestação, os organizadores afirmam que novas ações já estão sendo articuladas. Entre elas, está a realização de uma carreata até o Centro Administrativo da Bahia (CAB), onde ficam sediados órgãos importantes do governo estadual, como a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) e a Governadoria. A data da mobilização, no entanto, ainda não foi definida.
De acordo com Gildo Alves Ferreira, integrante do movimento, durante todo o período da paralisação não houve manifestação direta da Codeba para discutir as reivindicações. Segundo ele, apenas um e-mail foi enviado confirmando a participação da companhia em uma reunião marcada para a próxima segunda-feira pela manhã.
Ainda conforme Gildo, a proposta da carreata até o CAB tem como objetivo chamar a atenção da classe política para os impactos do preço do combustível no setor de transporte. Um dos pontos mais criticados pelo movimento é o valor do ICMS cobrado sobre o diesel, já que a Bahia figura entre os estados com uma das maiores alíquotas do imposto no país.
Caso não haja avanço nas negociações ou sinalização de medidas que atendam às demandas da categoria, o movimento não descarta a possibilidade de convocar uma greve por tempo indeterminado, o que pode impactar diretamente o transporte de cargas no estado.




