A deputada federal em exercício Elisângela Araújo oficializou recentemente sua migração do Partido dos Trabalhadores (PT) para o Partido Socialista Brasileiro (PSB), após 33 anos de militância petista.
A mudança ocorre dentro de uma estratégia de reorganização política com foco na ampliação de sua base eleitoral e no fortalecimento de seu projeto para as eleições de 2026, mantendo alinhamento com o campo progressista.
Com trajetória construída nos movimentos sociais, Elisângela segue defendendo pautas ligadas à agricultura familiar, ao desenvolvimento rural, à reforma agrária, às mulheres e às políticas sociais, áreas em que consolidou sua atuação ao longo dos anos.
Base mantida e novo ciclo político com apoio das lideranças
Mesmo com a mudança de partido, Elisângela disse ao Calila Notícias que mantém sua base de apoio ativa, especialmente entre lideranças do movimento social e do meio rural, que continuam defendendo seu projeto político.

A avaliação entre aliados é de que a nova configuração partidária fortalece sua caminhada, sem alterar o compromisso com as pautas históricas que marcam sua trajetória. As principais lideranças e apoiadores de Elisângela avaliam que a migração do PT para o PSB não representa ruptura com sua trajetória política, mas sim uma estratégia para ampliar sua atuação, mantendo as mesmas bandeiras de luta.
Segundo eles, a deputada permanece no mesmo campo ideológico, com compromisso com os trabalhadores, o campo e as políticas públicas voltadas às populações mais vulneráveis.
“PSB amplia possibilidades e PT já não oferecia espaço”, diz Urbano de Carvalho
Liderança sindical e vereador de Conceição do Coité, Urbano Carvalho (PT), destacou que a mudança fortalece o projeto político da deputada. “O PSB é um partido importante dentro do campo progressista, tem uma construção sólida e amplia as condições de atuação. Elisângela chega para fortalecer esse projeto e também se fortalecer”.

“A gente entende que o PT já não estava oferecendo as condições necessárias. Era um espaço que, do ponto de vista político, já não avançava para ela, afirmou Carvalho.
A relembrar sua trajetória, o dirigente destacou o histórico de apoio à parlamentar. “Das três vezes que Elisângela foi candidata, eu a apoiei. Votei nela em duas eleições. Em uma delas, apesar de ter apoiado, acabei votando em outro candidato que naquele momento defendia o cooperativismo.”
Urbano reforçou que o reconhecimento ao trabalho da deputada permanece. “Sempre reconheci o trabalho dela no movimento social, e esse trabalho vai se repetir esse ano”, concluiu Urbano.
Elisângela representa o campo e tem compromisso histórico com a agricultura familiar”, afirma Roseval Leite
O líder sindical e suplente de deputado estadual Roseval Leite (PT), que deve disputar as eleições novamente pelo PT, também declarou apoio à deputada, destacando sua trajetória no campo. “Elisângela é muito importante para a agricultura familiar, para o desenvolvimento rural e para a reforma agrária. Não é de agora, ela já vem com essa luta histórica. Ela foi coordenadora nacional da nossa confederação e ajudou muito os governos do presidente Lula e da ex-presidente Dilma a construir políticas públicas para a agricultura familiar em todo o Brasil”, destacou Leite.

Segundo ele, Elisângela mantém compromisso com o desenvolvimento do campo. “Ela tem compromisso com o rural baiano e com quem vive da agricultura familiar”, concluiu Rosival.
“Mudança de partido não altera compromisso com as pautas”, diz José Silva
Integrante do movimento social, José Silva também manifestou apoio à deputada e destacou sua coerência política. “Eu voto em Elisângela porque acredito no projeto que ela representa. Ela tem uma história muito grande no movimento social e dedicou a vida à defesa de pautas importantes. São pautas como a agricultura familiar, o desenvolvimento rural, a defesa das mulheres, dos trabalhadores e trabalhadoras rurais. Eu me identifico com isso.”

José Silva afirmou ainda que acompanha sua trajetória eleitoral. “Já estou há duas eleições votando nela e acompanhando seu trabalho”, ressaltou.
Sobre a mudança partidária, Zé Silva avaliou que não há impacto no posicionamento político. “A mudança de partido não interfere, porque ela vai continuar defendendo as mesmas pautas. Ela está em um partido que está na base do governo e alinhado com o projeto político estadual e nacional”, finalizou.




