A recente filiação do ex-prefeito de Serrinha, Adriano Lima, ao Partido Social Democrático (PSD) já começa a provocar repercussões internas e sinais de insatisfação entre importantes lideranças da legenda no município. Em poucos dias, duas manifestações públicas revelaram um cenário de desconforto político dentro do partido, envolvendo a vereadora Edylene Ferreira e o presidente do diretório municipal, Berg da Aragon.

Na quarta-feira (11), durante sessão na Câmara Municipal, a vereadora Edylene Ferreira (PSD) afirmou que pretende deixar o partido após a chegada do ex-prefeito. Em discurso na tribuna, ela declarou que foi surpreendida com a filiação e disse que a permanência de Adriano na sigla é incompatível com seu posicionamento político. “A sua chegada é a minha saída do partido”, afirmou a parlamentar ao se referir ao ex-prefeito.
Edylene também mencionou o ex-prefeito Claudionor Ferreira, o Ferreirinha, liderança política à qual é ligada, sugerindo que ele também poderia deixar a legenda. Segundo ela, o grupo político não foi comunicado previamente sobre a movimentação partidária e ficou surpreso com o anúncio.
Pouco depois, outra declaração reforçou o clima de divisão dentro do PSD serrinhense. De acordo com matéria publicada pelo site Infonotícias, o presidente do diretório municipal do partido, Berg da Aragon, afirmou que permanece na legenda, mas deixou claro que não pretende apoiar uma eventual candidatura de Adriano Lima a deputado federal.

A posição indica que, mesmo com a permanência de Berg no partido, não há alinhamento político com o projeto eleitoral do ex-prefeito. O dirigente ressaltou que seguirá no PSD, porém mantendo independência em relação ao apoio nas eleições futuras.
A filiação de Adriano Lima, anunciada recentemente como parte de sua articulação política visando uma pré-candidatura à Câmara dos Deputados, foi celebrada pelo próprio ex-prefeito nas redes sociais, destacando o apoio de lideranças estaduais da sigla.
No entanto, em Serrinha, o movimento parece ter provocado efeitos imediatos no cenário político local. A reação de uma vereadora em exercício e a posição cautelosa do presidente municipal do partido evidenciam um possível racha interno e indicam que a reorganização das forças políticas dentro do PSD pode gerar novos desdobramentos nos próximos meses.
Diante desse quadro, a legenda passa a enfrentar o desafio de administrar divergências internas enquanto se prepara para as articulações eleitorais que antecedem as eleições de 2026.




