No futebol, nem sempre a equipe de melhor campanha termina levantando o troféu. O regulamento adotado em muitos campeonatos estaduais brasileiros prevê que, na final, a vantagem para o time que somou mais pontos ao longo da competição seja apenas o direito de decidir o segundo jogo em casa. Em caso de empate no placar agregado, a decisão vai para os pênaltis — cenário que pode colocar frente a frente campanhas bem diferentes na disputa pelo título.
Foi exatamente o que ocorreu com o Londrina Esporte Clube, equipe do coiteense Wallace Reis, no Campeonato Paranaense. O Tubarão fez a melhor campanha do estadual, terminou invicto e somou 20 pontos na classificação geral, mas acabou ficando com o vice-campeonato.
Na trajetória até a decisão, o Londrina eliminou o São Joseense nas quartas de final. Em seguida, nas semifinais, superou o Athletico Paranaense, garantindo vaga na final.
Na decisão, o adversário foi o Operário Ferroviário Esporte Clube, que chegou à final com campanha inferior, somando 13 pontos, sete a menos que o Londrina. As duas partidas terminaram empatadas por 0 a 0, levando a decisão para as cobranças de pênaltis. Nas penalidades, a equipe de Ponta Grossa levou a melhor e conquistou o título estadual.
Situação semelhante aconteceu no Campeonato Carioca. O Fluminense também teve a melhor campanha, mas acabou perdendo o título em jogo único para o Flamengo. Após empate sem gols no tempo normal, a decisão foi para os pênaltis, e o Flamengo ficou com a taça.
Mas este regualamento que dá como única vantagem o clube de melhor campanha decidir em casa vem acontecendo de pouco tempo para cá. Antes, o time de melhor campanha jogava por dois resultados iguais, o que favorecia o Londrina, dois empates. Caso o placar do primeiro duelo fosse de vitória do Operário jogando em casa, para o Tubarão levantar a taça, bastava devolver o mesmo placar.
Brasileirão também ja teve mata mata
Esse tipo de situação já ocorreu até mesmo no Campeonato Brasileiro Série A, quando a competição era disputada em formato de mata-mata. Em algumas edições, equipes que fizeram campanhas superiores na fase classificatória acabaram eliminadas nas fases decisivas.
A partir de 2003, porém, a Confederação Brasileira de Futebol reformulou o Brasileirão e implantou o sistema de pontos corridos, no qual todos os times se enfrentam em turno e returno, e o campeão é definido simplesmente pela equipe que somar mais pontos ao final das rodadas — modelo que valoriza a regularidade ao longo de toda a competição.




