O trecho da BR-324 que corta o município de Nova Fátima, no território da Bacia do Jacuípe, voltou a ser cenário de mais uma tragédia na noite de sexta-feira, 27, quando cinco jovens perderam a vida em uma colisão envolvendo dois veículos.
O acidente, que envolveu um Fiat Toro e um Volkswagen Gol, aconteceu nas proximidades da sede do município, antes da localidade conhecida como Cabaças. Todas as vítimas estavam no Gol e morreram ainda no local. O condutor da Toro foi socorrido para o hospital municipal. As circunstâncias da colisão ainda estão sendo investigadas.
Pela quantidade de vítimas fatais, esta já é considerada a terceira maior tragédia registrada neste trecho da rodovia federal, que ao longo dos anos tem acumulado acidentes graves e marcado profundamente a memória da população regional.
Tragédias que marcaram a BR-324 em Nova Fátima
O histórico de acidentes com múltiplas vítimas fatais na região é preocupante, por coincidência, todas as vítimas fatais estavam em veículo modelo Gol.

A maior tragédia ocorreu em junho de 2011, quando sete jovens morreram após uma colisão envolvendo um carro de passeio e um caminhão. O caso teve grande repercussão e causou comoção em toda a Bahia, principalmente pela idade das vítimas que tinham saído de Riachão do Jacuípe para curtirem o São João antecipado de Nova Fatima.
Pouco mais de um ano depois, em outubro de 2012, outro grave acidente foi registrado nas proximidades de Nova Fátima. Na ocasião, seis pessoas de uma mesma família morreram após a colisão entre um Vectra e um Gol, configurando até então a segunda maior tragédia no trecho.

Agora, quase 14 anos após o primeiro grande desastre e 13 anos após o segundo, a rodovia volta a ser palco de um episódio devastador, com cinco vidas interrompidas de forma precoce.
Um trecho marcado por perdas e alertas constantes
Além desses três casos mais graves, outros acidentes também já foram registrados ao longo dos anos no mesmo trecho, muitos deles com vítimas fatais ou feridos graves, evidenciando o alto risco da rodovia, especialmente no perímetro entre Nova Fátima e Gavião, sendo um deles que ficou para história das maiores tragédias do estado e do País, as 25 vítimas de um acidente envolvendo um ônibus de turismo que retornava das prais do litoral Norte, da Bahia para Jacobina. Este aconteceu em trecho pertencente a Gavião, cerca de 4 km distante da sede.
A repetição de tragédias reforça a necessidade de medidas mais efetivas de segurança, como melhorias na sinalização, fiscalização mais rigorosa e possíveis intervenções estruturais que reduzam os riscos de colisões frontais, principal tipo de acidente registrado na região.
Enquanto isso, familiares e amigos das vítimas mais recentes enfrentam a dor da perda, em mais um capítulo triste de uma rodovia que, infelizmente, já se tornou sinônimo de luto para muitas famílias baianas.
Sobrevivente do acidente com 6 mortos da mesma família superou a dor ao ingressar em grupo de socorristas voluntários
Um fato de grande relevância ficou marcado após a tragédia que matou 6 pessoas de uma mesma familia, sendo dois adultos e 4 crianças. Segundo Diego Sandes um dos fundadores da Brigada Voluntária Anjos da Caatinga naquela ocasião a entidade ainda não existia, sobreviveu uma jovem e uma criança. A jovem, se recuperou e seis anos depois se juntou a um grupo que teve a ideia em 2019 de trabalhar como socorristas voluntários e até hoje Camila Caroline Oliveira de Araújo Silva, faz parte da Brigada.




