Um homem de 70 anos, avô das três crianças que morreram carbonizadas em um incêndio em Serrinha, município do território do sisal da Bahia, foi preso na segunda-feira (4) ao chegar no Aeroporto Internacional de Salvador. As informações são do g1.
De acordo com a Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter), o homem tinha um mandado de prisão preventiva em aberto pelo crime de homicídio. Ele foi localizado ao desembarcar de um voo, conduzido por policiais militares até a unidade policial, passou por exames de praxe e permanece à disposição da Justiça.
Segundo apuração da TV Subaé, afiliada da Rede Bahia, o idoso é avô paterno das crianças e estava no Rio Grande do Sul. Ele foi preso quando retornava para a Bahia, onde ocorreu o incêndio que matou os netos.

O mandado de prisão é referente a um crime ocorrido em 11 de outubro de 1998, em Salvador. Conforme as investigações, o suspeito e outros homens teriam matado uma pessoa a facadas.
Relembre o caso de Serrimha
O caso que vitimou as crianças aconteceu no domingo (3). Segundo a Polícia Civil, o incêndio começou após uma das crianças atear fogo em um colchão enquanto brincava com um isqueiro dentro da residência.
As vítimas foram identificadas como:
Jeremias de Jesus Borges, de 6 anos;
Samuel Nascimento de Almeida, de 4 anos;
Ismael Nascimento de Jesus Borges, de 11 meses.
Uma menina de 7 anos, também irmã das vítimas, tentou salvar os outros irmãos, mas não conseguiu. Ela saiu da casa pedindo socorro e foi levada para uma unidade de saúde com ferimentos leves.
O incêndio destruiu parte do imóvel antes da chegada das equipes de socorro.
Segundo a Polícia Militar, a mãe das crianças relatou que havia saído de casa na noite de sábado (2) para participar de uma festa e retornou apenas na manhã de domingo, após o incêndio.
Ela foi presa ao chegar ao local da tragédia e, na segunda-feira (4), teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. A mulher deve ser transferida para o Conjunto Penal de Feira de Santana.
Histórico de acompanhamento
Em nota, o Conselho Tutelar informou que as crianças já haviam sido acolhidas institucionalmente em dezembro de 2025, após o Ministério Público apontar uma possível situação de violação de direitos, relacionada a condições precárias de higiene e saúde.
Os menores permaneceram acolhidos por cerca de 30 dias, mas foram devolvidos à família após avaliação técnica indicar que não havia negligência intencional, e sim necessidade de orientação.
Após o retorno, a família passou a ser acompanhada por serviços de assistência social. Posteriormente, informou que havia retornado para Serrinha, na Bahia.



