O Movimento Pró Caminhoneiro da Bahia cumpriu o que havia anunciado durante a semana e iniciou na madrugada desta sexta-feira, 13, uma paralisação no Porto de Salvador. A mobilização envolve caminhoneiros que prestam serviços no transporte de cargas para o terminal portuário da capital baiana.
O Calila Notícias havia publicado uma reportagem no meio da semana informando sobre a possibilidade da paralisação. Na ocasião, um membro da comissão do movimento afirmou que a categoria poderia suspender as atividades caso não houvesse avanço nas negociações com a administração portuária.
Após a primeira publicação sobre o assunto, a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) enviou uma nota ao Calila Notícias comentando a situação.
Paralisação de caminhoneiros no Porto de Salvador – Movimento Pró-Caminhoneiro lidera o movimento de 24h podendo se estender por mais tempo pic.twitter.com/xvfR0oewu0
— Calila Notícias (@calilanoticias) March 13, 2026
Na manifestação encaminhada ao site, a autoridade portuária informou que, “em função da ampliação do Terminal de Contêineres (Tecon), estão sendo adotadas medidas operacionais para aumentar a capacidade de acesso de veículos e reduzir o tempo de cadastramento e de autorização para entrada de caminhões no porto”.
A Codeba também explicou que os pátios de triagem implantados nos portos administrados pela companhia têm como objetivo organizar o fluxo de veículos e reduzir filas e congestionamentos, especialmente na Via Expressa, além de aumentar a eficiência das operações e diminuir custos logísticos.
Apesar das justificativas apresentadas pela autoridade portuária, a proposta não foi aceita pelos caminhoneiros. De acordo com integrantes do movimento, a categoria decidiu manter a paralisação prevista de 24 horas.

Segundo informações repassadas ao CN por Gildo Alves Ferreira, integrante do movimento, a paralisação foi confirmada e colocada em prática conforme havia anuniciado e começou ainda nas primeiras horas da madrugada e segue ao longo do dia. Por volta das 14h30, ele informou à reportagem que a mobilização continua e que a categoria aguarda um posicionamento da administração portuária.
“Enquanto não houver diálogo com o órgão, a orientação do movimento é de continuidade da mobilização no local, podendo se estender o tempo previsto de vinte e quatro horas”, finalizou Gildo que também é caminhoneiro.



